Status

Isto não é blog, serve de principalmente de blogroll e para arquivar posts de outros blogs que de alguma forma me interessam.

Todos os posts: têm o título colocado por mim; têm uma referência ao blog, blogger e data de publicação do post de origem; estão linkados para o blog em que foram publicados. A quem, por azar do destino, aqui cair, aconselho que siga o link e leia a versão original; têm também tags para o blog e blogger; se por acaso o post conter o tag "comentário(s)", é porque achei que a caixa de comentários é também bastante relevante para o assunto tratado.

O porquê do link e também a transcrição? Porque gostava de manter o texto se por algum motivo o blog original for encerrado, ou o post apagado.



sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Palestina

Este post foi publicado em 1 de Agosto de 2014 no blog 2 Dedos de Conversa pela blogger Helena Araújo



This land is mine


Resumido, é isto.

Quase dá vontade de pedir a Deus que vá privilegiar outra terra, e dê a esta umas tréguas na sua imensa e divina graça.

Contudo, se Deus insistir no status quo (e não me constou que alguém esteja a acrescentar textos às religiões do Livro), talvez pudéssemos acordar no essencial: uma vida humana é uma vida humana é uma vida humana.

 (Sobre a utilização despudorada da acusação de anti-semitismo a quem critica a guerra de Israel contra Gaza, só me ocorre perguntar: isso não está a ser dito pelos judeus, pois não? Isso são os anti-semitas que puseram a correr, para destruir definitivamente o capital de empatia que esse povo conseguiu conquistar nas última décadas, não é?) (claro que é, só pode ser)
Enviado por: Helena às: 15:13 

Compreender a Guerra em Gaza em cinco minutos


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Lei da Cópia Privada

Este post foi publicado em 21 de Setembro de 2014 no blog Bitaites pelo bloger Marco Santos, via Helena Araújo do blog 2 Dedos de Conversa

http://www.bitaites.org/bitaites/lei-da-copia-privada-os-fumos-de-ines-pedrosa


LEI DA CÓPIA PRIVADA: O FUMO DE INÊS PEDROSA


21.09.2014




Inês Pedrosa fotografada por Nuno Ferreira Santos
Os fumos da polémica em torno da Lei da Cópia Privada, agora entregue pela Secretaria de Estado ao Parlamento, resumem-se ao genérico «Não pagamos!» – urro de egoísmo que, nesta sociedade em rede de malhas trôpegas e costas largas, passa por acto de cidadania.
Ah, o respeitocrónica de Inês Pedrosa no semanário Sol
Cara Inês Pedrosa, não urramos um genérico «Não pagamos!», mas um concreto «Já pagámos!»
Mesmo para trôpegos de costas largas, é difícil compreender que se tenha de pagar outra vez pelo direito à utilização legal do que já se comprou.
Resumindo: esta lei deixa-me copiar, para uso privado, obras que eu já comprei. Sei bem o que digo, pois tenho aqui gravada a música de mais de três mil discos-compactos copiada da minha estante para o computador.
O meu problema é perceber em que medida as cópias que fiz dos discos dos Pink Floyd, por exemplo, causam prejuízo ao José Cid. Como se calcula a compensação que o autor de «Como o macaco gosta de banana eu gosto de ti» deve receber pela cópia privada de «Another Brick in The Wall»?
Como se faz as contas ao prejuízo?
Uma pista: não é através da Matemática ou da Lógica.
Outro exemplo, perdoe-me o egoísmo: como se calcula a atribuição desta compensação no caso dos cidadãos produtores de conteúdo? Um pai de família que usa um telemóvel de última geração para fotografar os seus bebés e guardar os orgulhosos ficheiros num disco rígido, deve pagar porquê – e a quem?
Como se calculam estas contas se não há artista a quem atribuir a origem da cópia?
Uma pista: não é através da Matemática ou da Lógica.
Terá a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) de compensar todos os artistas que escreveram canções sobre relações familiares? Talvez o Tony e o Mikael Carreira possam beneficiar das fotos tiradas por esse pai de família, uma vez que até fizeram uma canção chamada «Filho e Pai».
A quem devem os adolescentes das redes sociais pagar pelas «selfies» que tiram? Ao já mencionado José Cid, por ter tirado a mais célebre de todas?
(Desculpe, Inês, não era minha intenção transtorná-la com aquela foto – costumo usá-la como firewall para o blogue.)

Demasiado fumo. Que tal aclarar a garganta?

As dúvidas sobre a forma como se calculam tais compensações levam-me a pensar que tais perguntas são irrelevantes. A intenção é salvar economicamente associações representativas dos autores em nome da evidência que a Inês refere: «sem autores não haveria música, nem filmes, nem qualquer forma de criação».
Felizmente para todos os autores que não estão inscritos, sem SPA continuaria a haver música, filmes ou qualquer outra forma de criação.
Se querem subsidiar a Cultura, façam-no com os impostos que nós, os trôpegos, já pagamos; não criem mais um só porque este Governo pensa que solidariedade social se faz transformando Portugal num país de Pirilampos Mágicos.
Tenho inspirado esses fumos da polémica todos os dias e concordo com a analogia que escolheu: os fumos impedem-nos de ver o que está diante do nariz.
No caso da polémica a que se refere e da falsa associação entre cópia privada e combate à pirataria, creio que até se poderá falar em gás de trincheira, fumos lançados por associações como a SPA com o propósito de envenenar a opinião pública mal informada – e a própria Inês, lamento dizer –, impedindo qualquer discussão saudável sobre o assunto.
Não admira por isso que os que estão contra esta taxa façam questão de frisar «o respeito» que devem aos autores e que a Inês classifica como falso e hipócrita: se não encherem a boca com essa palavra, correm o risco de serem acusados de defender a pirataria e querer levar os autores à ruína.
Nunca esteve numa situação em que se viu obrigada a repetir o óbvio perante um interlocutor galacticamente obtuso? Eu sinto-me assim sempre que alguém me acusa de servir o lóbi tecnológico, ignorando o facto de esta taxa dever a sua existência a um lóbi muito mais antigo e eficaz.
A cultura nada tem a ver com isto, cara Inês. A cultura de que fala o senhor Secretário de Estado não é mais do que o manto da invisibilidade que Harry Potter usa para disfarçar as suas verdadeiras intenções.
Compreendo e aceito o uso genérico da palavra «respeito» por parte de alguns opositores à Lei da Cópia Privada, mas obviamente não concordo. O meu respeito pelos autores é conquistado pelos próprios, pelo que fazem e criam, não está sujeito a taxas nem ao julgamento dos cronistas. Os autores são cidadãos como eu e o respeito deve ser recíproco.
Aos autores que gosto e mudaram a minha vida para melhor – excluo dessa lista a J.K. Rowling, já agora -, eu pago com palavras, bilhetes e, sempre que posso, dinheiro. Mas não consigo respeitar um músico que me insulta os ouvidos, um escritor de tretatologias epistemológicas ou artistas que se julgam os únicos juízes da modernidade.
Claro que isto nada tem a ver diretamente com a Lei da Cópia Privada, serve apenas para demonstrar o seu pobre entendimento do nosso «respeito».
A sua crónica, lamento dizê-lo, cheira ao mesmo gás de trincheira com que a SPA procurou envenenar a opinião pública.
Como se pode levar a sério o protesto de um cidadão carregado de impostos que ao insurgir-se contra um imposto disfarçado se vê reduzido a um estereótipo? Por outras palavras, como se pode conversar com trôpegos de costas largas que urram na rede, pessoas que não são consumidoras mas mero instrumentos do lóbi dos eletrodomésticos?
Resposta: não se conversa, manda-se taxar. Não existem problemas morais em extorquir aqueles a quem se nega a existência.



quarta-feira, 24 de setembro de 2014

BCE e o resgate

Este post foi publicado no blog Ladrões de Bicicletas pelo blogger José M. Castro Caldas em 20 de Setembro de 2014.

http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2014/09/refens-de-um-banco-central-independente.html






Reféns de um Banco Central “independente”



No dia 12 de Novembro de 2010, o governador do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, escreveu uma carta ao governo irlandês. A carta era e continua a ser secreta, mas consta que exigia à Irlanda um pedido de resgate imediato sob pena de suspensão do financiamento do Eurosistema à banca irlandesa. No dia 21 de novembro o governo irlandês solicitou o resgate.

No dia 5 de Agosto de 2011, Jean-Claude Trichet escreveu mais duas cartas, uma ao primeiro-ministro de Espanha Zapatero, outra ao primeiro-ministro italiano Berlusconi. Ambas foram mantidas secretas durante muito tempo, mas deixaram de o ser para desgosto do BCE.

Resumo abaixo o conteúdo de ambas as cartas., Mas vale a pena ler os originais. São autênticos programas de governo, escritos num tom impertinente e imperativo do tipo ou cumprem ou… O “ou” está implícito, mas tendo em conta o contexto, é evidente que a ameaça era a suspensão das compras de dívida espanhola e italiana nos mercados secundários por parte do BCE.

As cartas transportavam um veneno letal. Poucos meses depois de as receberem Zapatero e Berlusconi desapareceram do mundo da política ativa. Na realidade Zapatero já havia decidido entregar o poder ao PP, mesmo antes de receber a carta, quando a 29 de Julho de 2011 convocou eleições antecipadas. Mesmo assim Zapatero, não quis desaparecer de cena sem negociar com o PP a alteração constitucional que consagrou a famosa “regra de ouro” do equilíbrio orçamental. Berlusconi tentou sobreviver e conseguiu prolongar a agonia até 12 de novembro de 2011.

No dia 1 de Agosto de 2014, o Conselho do Banco Central Europeu decidiu suspender o estatuto de contraparte do Banco Espírito Santo, SA, com efeitos a partir de 4 de Agosto de 2014, a par da obrigação de este reembolsar integralmente o seu crédito junto do Eurosistema, de cerca de 10 milmilhões de euros, no fecho das operações no dia 4 de agosto.” Isto é o que se passou a saber desde que a ata do Conselho de Administração do Banco de Portugal de dia 3 de Agosto de 2014 foi oportunamente divulgada por um advogado português que a ela soube aceder. Como se pode ler nesta mesma ata, estas decisões do BCE tornavam “insustentável a situação de liquidez” do Banco, isto é, ditavam a sua morte.

Estes quatro casos ilustram o extraordinário poder do Banco Central Europeu e a extraordinária debilidade de Estados e governos da zona euro, perante esse poder.

Sabemos que não há soberania sem moeda e capacidade de emissão monetária. Quem manda é quem tem o poder de dizer “não há dinheiro”. Dizem-nos que os países da zona euro “partilham” essa soberania. Mas o que significa “partilha da soberania” monetária? Pelos vistos sujeição a um Banco Central dito “independente” que não responde perante nenhum parlamento e que não hesita em exorbitar do seu mandato para impor programas de governo com um claro viés de direita e, como no caso do BES, decisões políticas que põem em risco milhares de milhões de todos nós.

Isto é um problema, por ventura o nosso maior problema.


Carta a Berlusconi (resumo)

Na conjuntura presente consideramos que as seguintes medidas são essenciais:

1. a) Liberalização total dos serviços públicos e profissionais, particularmente privatizações em grande escala de serviços municipais; b) Reforma do sistema de contratação coletiva permitindo que os salários e as condições sejam determinados por acordos de empresa; c) Revisão abrangente das regras que regulam a contratação e o despedimento a par do estabelecimento de um sistema de seguro de desemprego e de um conjunto de medidas ativas de emprego capazes de facilitar a realocação de recursos em favor das empresas e setores mais competitivos.

2. a) Reduzir o défice público previsto para 2011, alcançar um défice de 1% em 2012 e conseguir um orçamento equilibrado em 2013, principalmente através de cortes na despesa. Tornar mais exigentes os critérios de elegibilidade das pensões de velhice; alinhar rapidamente a idade de reforma das mulheres do setor privado à do setor público. Reduzir o custo dos funcionários públicos se necessário reduzindo os salários; b) Introduzir uma clausula automática de redução do défice estabelecendo que quais desvios das metas serão automaticamente compensadas por cortes horizontais em despesas discricionárias

c) Controlo firme do endividamento das regiões municípios

3. Grande reforma da administração pública para melhorar a eficiência tornando-a mais amiga dos negócios: uso sistemático de indicadores de desempenho nos sectores da saúde, educação e justiça; abolição de níveis intermédios da administração pública; aproveitamento de economias de escala nos serviços públicos locais.

Carta a Zapatero (resumo)

Na conjuntura atual consideramos essencial a execução das seguintes medidas:

1.a) Reforçar o papel dos acordos no âmbito da empresas com vista a garantir uma real descentralização das negociações salariais; b) Suprimir clausulas de indexação dos salários à inflação; c) Moderação salarial no setor privado em consonância com as reduções significativas dos salários públicos; d) Redução das indemnizações por despedimento e das restrições à renovação de contratos a prazo.

2.a) Redução do défice estrutural em 2011 para 0,5 do PIB; controlo dos orçamentos regionais e locais; b) Publicação das contas trimestrais de todos os subsectores; c) Aplicação da regra que indexa o aumento da despesa à taxa de crescimento tendencial do PIB a todos os subsetores da administração.

3. a) Refletir os custos nos preços da energia e reduzir a dependência energética; b) Promover o mercado de arrendamento habitacional; c) Aumentar a competitividade do setor dos serviços abordando especificamente a regulação dos serviços profissionais.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Desemprego

Este post foi publicado em 21 de setembro no blog Ladrões de Bicicletas pelo blogger Alexandre Abreu.


http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2014/09/falemos-entao-de-emprego.html

Falemos então de emprego

O discurso em torno da suposta recuperação do emprego tem vindo a subir de volume e de entusiasmo. Mas que dizem os factos quando olhamos mais de perto?

Dizia Mark Twain que há três tipos de mentiras: mentiras, mentiras malditas e estatísticas - presumivelmente ordenadas das menos para as mais nefastas.

A questão não é que as estatísticas sejam sempre mentirosas, ou que as avaliações impressionistas e não-sistemáticas da realidade sejam preferíveis. O que sucede, porém, é que com um pouco de jeito é relativamente fácil utilizar dados estatísticos para passar uma mensagem que não corresponde à realidade, e quando isso acontece a aura de rigor e cientificidade de que as estatísticas se revestem contribui para que o logro seja especialmente bem sucedido - e especialmente perigoso.

Nos dias que correm, o mais mentiroso - e, por conseguinte, o mais nefasto - dos dados estatísticos relativos à realidade socio-económica portuguesa é com certeza a taxa de desemprego. É principalmente com base na redução da taxa de desemprego de 17,5% (no 1º trimestre de 2013) para 13,9% (no segundo trimestre de 2014) que de há alguns meses para cá, entre discursos políticos, declarações em universidades de Verão e análises cúmplices de comentadores, se tem vindo a procurar passar a ideia de um sucesso notável no combate ao desemprego em Portugal, porventura "a mais acentuada redução da União Europeia".

Porém, que encontramos quando olhamos mais de perto e com mais cuidado para a realidade? Será que este entusiasmo é justificado?

Quando olhamos mais de perto, a primeira coisa que descobrimos é que no período da "notável recuperação", o número de desempregados diminuiu muito, mas o número de empregos aumentou pouco. Quando analisamos as tabelas relativas ao emprego do Boletim Estatístico do Banco de Portugal (que compila dados do INE, Eurostat e Bureau of Labor Statistics), verificamos que o desemprego no 2º trimestre de 2014 em Portugal ascendia a 729 mil pessoas, face às 952 mil do 1º trimestre de 2013 - o que é efectivamente um decréscimo impressionante -, mas descobrimos também que o emprego total no mesmo período passou de 4.433.000 para 4.515.000. Ou seja: há 223 mil desempregados a menos, mas apenas 93 mil empregos a mais. Quem são os outros? Os outros - 130 mil neste período - são os que ou emigraram ou passaram a ser considerados inactivos por terem desistido de procurar emprego. Dificilmente serão um grande sinal de sucesso ou renovado vigor económico.

Em segundo lugar, mesmo os 93 mil empregos a mais referidos no parágrafo anterior não devem dar azo a grande entusiasmo, pois estão em causa períodos diferentes do ano, em que o efeito da sazonalidade se faz sentir de modo diferente (há tipicamente picos de emprego no segundo trimestre de cada ano). Quando comparamos o 2º trimestre de 2014 (o dos 13,9% de desemprego) com os segundos trimestres dos anos anteriores em termos de emprego total, a ideia de uma notável recuperação do emprego é adicionalmente demolida: 4.893.000 no 2º trimestre de 2011; 4.688.000 em 2012; 4.506.000 em 2013; 4.515.000 em 2014. E eis como um "sucesso notável" na redução da taxa de desemprego se transforma rapidamente, quando a comparação é feita de forma mais adequada, na criação líquida de meros 9 mil postos de trabalho em termos homólogos no espaço de um ano.

Mas não é tudo. Em terceiro lugar, descobrimos que a maior parte do emprego efectivamente criado no período em questão corresponde a estágios do IEFP e postos de trabalho promovidos pelo Estado no âmbito do chamado "trabalho socialmente necessário" (Contratos Emprego Inserção e Contratos Emprego Inserção +). Nos casos em que estão em causa beneficiários do subsídio de desemprego, estes passam automaticamente da lista dos desempregados para a dos empregados - ainda que a "bolsa mensal complementar" que recebem como contrapartida da participação nestes esquemas ascenda a apenas 20% do salário mínimo nacional.

Estes desempregados ocupados (contabilizados como empregados) eram 79 mil em Janeiro de 2013, mas em Abril de 2014 ascendiam já a 169 mil. Sendo que, em muitos casos, não se trata nem de salários dignos, nem de empregos viáveis - trata-se tão somente de uma forma temporária de maquilhar estatisticamente o desemprego e ao mesmo tempo pressionar em baixa os salários no resto da economia. No que toca a reflectir o dinamismo da economia, a conclusão é que mesmo os 9 mil empregos que haviam restado dois parágrafos acima transmitem, na verdade, uma ideia enganadora porque excessivamente optimista: se retirarmos estes sub-empregos públicos, vemos que a economia continua a destruir emprego.

E finalmente, em quarto lugar, descobrimos que, com ou sem esquemas de emprego público sub-remunerado, estamos longe, muito longe, de começar a atenuar a destruição de emprego produzida pela voragem austeritária dos últimos anos. Isso é especialmente óbvio quando comparamos os 4.515.000 empregos do 2º trimestre de 2014 com os 5.010.000 empregos sustentados pela economia portuguesa em 2008. Mas também o é quando comparamos a situação presente com os 4.890.000 empregos de Junho de 2011, quando se iniciou a vigência do Memorando da Troika e o consulado do actual Governo.

Em relação a esse momento, o saldo é de 375 mil empregos destruídos. São 375 mil trabalhadores a menos a produzir riqueza. Ou 375 mil salários a menos para suprir as necessidades das famílias e alimentar a procura na economia.

Sucesso?

(publicado originalmente no Expresso online)

sábado, 20 de setembro de 2014

Pink Floyd - Learning to Fly





Into the distance a ribbon of black
Stretched to the point of no turning back
A flight of fancy on a windswept field
Standing alone my senses real
A fatal attraction holding me fast how
Can I escape this irresistible grasp?
Can't keep my eyes from the circling skies
Tongue tied and twisted Just an earth bound misfit I
Ice is forming on the tips of my wings
Unheeded warnings I thought I thought of everything
No navigator to find my way home
Unladened, empty and turned to stone
A soul in tension that's learning to fly
Condition grounded but determined to try
Can't keep my eyes from the circling skies
Tongue-tied and twisted just an earth-bound misfit, I
Friction lock - set.
Mixture - rich
Propellers - fully forward
Flaps - set - 10 degrees
Engine gauges and suction - check
Mixture set to maximum percent - recheck
Flight instruments...
Altimeters - check both
(garbled word) - on
Navigation lights - on
Strobes - on
(to tower): Confirm 3-8-Echo ready for departure
(tower): Hello again, this is now 129.4
(to tower): 129.4. It's to go.
(tower): You may commence your takeoff, winds over 10 knots.
(to tower): 3-8-Echo
Easy on the brakes. Take it easy. Its gonna roll this time.
Just hand the power gradually, and it...
Above the planet on a wing and a prayer,
My grubby halo, a vapour trail in the empty air,
Across the clouds I see my shadow fly
Out of the corner of my watering eye
A dream unthreatened by the morning light
Could blow this soul right through the roof of the night
There's no sensation to compare with this
Suspended animation, A state of bliss
Can't keep my mind from the circling skies
Tongue-tied and twisted just an earth-bound misfit, I

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Um Governo de Super-Heróis

Este post foi publicado em 17 de Setembro de 2014 no blog O Insurgente pelo blogger Miguel Botelho Moniz.



http://oinsurgente.org/2014/09/17/os-herois-do-governo-reloaded/




Os heróis do governo (reloaded)

Communist_GirlA Ministra Vermelha
Protectora dos animais domésticos e amiga da lavoura, esta heroína é mais famosa pelas taxas e coimas aplicadas a todos os nefastos comerciantes que vendem produtos demasiado baratos e pela eterna vigilância sobre todos aqueles que querem envenenar a nossa comida.

brainy
O Estrumpfe da Cultura
Campeão, ao estilo «Braveheart», dos artistas, cobra uma taxa sobre aquilo que já foi pago; bem como a dispositivos usados para outras coisas. Nemesis da “indústria”, não descansará enquanto esses malandros não pagarem por obras que ninguém quer copiar.

taxmanO Super Fiscal
O grande defensor do contribuinte, criando sempre novas formas deste contribuir e assim cumprir o seu objectivo de existência. Sabe todas as refeições que fazemos e controla cada vez que uma senhora vai ao cabeleireiro. Não há mercadoria que circule que não seja electronicamente rastreada e dívida fiscal que não vá a tribunal, depois de paga.

dreadfulA Judge Dreadful
Genial promotora da justiça, conseguiu o feito notável de resolver de uma penada só 3 milhões e meio de processos fazendo-os desaparecer. Grande lutadora contra o enriquecimento ilícito, não descansará enquanto não obrigar toda a gente a provar a sua inocência.

batmanO Ministro das Trevas
Circulando na sua Bat-Lambreta, protege os nossos jovens do trabalho, impedindo que sejam explorados pelos mini-jobs que exploram a juventude em tantos países europeus. Podemos também sempre contar com ele para inventar medidas que aumentam as despesas da segurança social.

greenatlasO Atlas Verde
Carrega nos ombros o mundo, apenas com recurso à sua força de titã e a taxas sobre sacos de plástico. Bate-se pelo crescimento sustentável, o que é notável quando nem sequer o insustentável temos. Lembrar-nos-emos dele sempre que virmos um carro do estado parado na berma com as baterias descarregadas.

incredibleO Homem Irrevogável
Chefe da família de heróis do governo. Abnegado na função – diz-se mesmo alérgico aos super poderes – vai-se regularmente sacrificando no interesse superior da nação. Num contexto de falta de oposição responsável ao governo, podemos sempre contar com ele para dar voz a um ponto de vista contrário.

SuperDocO DocShock
Defensor da saúde pública, quer proibir os cigarros electrónicos, já que os de chocolate já são proibidos. Não baixará as armas da proibição compulsiva até acabar com as máquinas de venda de tabaco e com o flagelo dos chupa-chupas e outras guloseimas nas mãos das nossas incautas crianças.

domingo, 14 de setembro de 2014

11 de Setembro


Este post foi publicado no Blog 2 Dedos de Conversa pela blogger Helena Araújo em 11 de Setembro de 2014.


http://conversa2.blogspot.pt/2014/09/voces-desculpem-mas-proposito-de-11-de.html



1 Setembro 2014

vocês desculpem, mas (a propósito de 11 de Setembro)




Vocês desculpem, mas quase sinto vergonha de lembrar o 11 de Setembro de 2001 porque, a cada ano que passa, mais nítida se vê a torpeza do aproveitamento mediático daquela tragédia, com o objectivo de criar uma janela de oportunidade para baralhar e dar de novo no jogo estratégico do Médio Oriente. Pobres vítimas do 11 de Setembro: a vida foi-lhes ceifada pela al-Qaeda, e a memória foi-lhes conspurcada pela máfia que se apoderou dos presidentes dos EUA.

Por estes dias fala-se muito do modo como o Estado Islâmico sabe criar realidades e imagens com o objectivo central de chocar os americanos, simplifiquemos assim, e discute-se se os meios de comunicação social ocidentais devem fazer o jogo deles. Oh, cambada de virgens! Não se terão apercebido que os do Estado Islâmico são simplesmente bons alunos? Observaram com atenção as televisões americanas no dia 11 de Setembro de 2001, a passar repetidamente imagens dos que saltavam das torres - especialmente aquele casal que saltou de mãos dadas -, e logo a seguir imagens de arquivo de um grupo de palestinianos em festa. Examinaram o fenómeno da manipulação dos povos a partir da gestão das notícias e das imagens, talvez até me tenham ouvido falar de quando vivíamos em San Francisco e, algumas semanas depois do 11 de Setembro, cancelámos a assinatura do jornal e arrumámos a televisão na cave, para podermos voltar a ser gente normal, sem deixar que o medo nos tolhesse os valores e o distanciamento que permite um olhar crítico.




  

Os nomes das vítimas do 11 de Setembro nos EUA estão inscritos num memorial no Ground Zero, organizados não por ordem alfabética, mas numa comovente rede de afectos. Tudo se sabe sobre essas 2.977 vítimas, os seus familiares, os seus sonhos cerceados, o seu heroísmo. Quanto às outras vítimas do 11 de Setembro, por exemplo as dezenas de milhares de iraquianos, tantas que já ninguém se dá sequer ao trabalho de as contar, não se lhes conhece o nome e as circunstâncias.

Por isso me envergonho de lembrar o 11 de Setembro de 2001, e de repetir as imagens cada vez mais transformadas em toques de sineta para fazer de nós cães pavlonianos. Porque nos mostram estas imagens? E nós, a salivar: salivamos ao serviço de quem?

Parte da resposta a esta pergunta pode vir de um 11 de Setembro anterior, noutro continente. Como dizia um amigo meu esta manhã, no facebook:
Há 41 anos, o Chile amanheceu banhado em sangue, para que os ricos pudessem continuar ficando mais ricos.


A Salvador Allende en su combate por la vida


(Pablo Milanés)
Qué soledad tan sola te inundaba
en el momento en que tus personales
amigos de la vida y de la muerte
te rodeaban.

Qué manera de alzarse en un abrazo
el odio, la traición, la muerte, el lodo;
lo que constituyó tu pensamiento
ha muerto todo.

Qué vida quemada,
qué esperanza muerta,
qué vuelta a la nada,
qué fin.

Un cielo partido, una estrella rota,
rodaban por dentro de ti.
Llegó este momento, no hay más nada
te viste empuñando un fusil.

Volaba,
lejos tu pensamiento,
justo hacia el tiempo
de mensajes, de lealtades, de hacer.

Quedaba,
darse todo al ejemplo,
y en poco tiempo
una nueva estrella armada
hacer.

Qué manera de quedarse tan grabada
tu figura ordenando nacer,
los que te vieron u oyeron decir
ya no te olvidan.

Lindaste con Dos Ríos y Ayacucho,
como un libertador en Chacabuco,
los Andes que miraron crecerte
te simbolizan.

Partías el aire, saltaban las piedras,
surgías perfecto de allí.
Jamás un pensamiento de pluma y palabra
devino en tan fuerte adalid.
Cesó por un momento la existencia,
morías comenzando a vivir.
(1973)

sábado, 13 de setembro de 2014

Tom Waits - Jockey Full of Bourbon





Edna Million in a drop dead suit
Dutch Pink on a downtown train
Two-dollar pistol but the gun won't shoot
I'm in the corner on the pouring rain
Sixteen men on a dead man's chest
And I've been drinking from a broken cup
Two pairs of pants and a mohair vest
I'm full of bourbon, I can't stand up
Hey little bird, fly away home
Your house is on fire, children are alone
Hey little bird, fly away home
Your house is on fire, your children are alone
Schiffer broke a bottle on Morgan's head
And I'm stepping on the devil's tail
Across the stripes of a full moon's head
And through the bars of a Cuban jail
Bloody fingers on a purple knife
Flamingo drinking from a cocktail glass
I'm on the lawn with someone else's wife
Admire the view from up on top of the mast
Hey little bird, fly away home
House is on fire, children are alone
Hey little bird, fly away home
House is on fire, your children are alone
I said hey little bird, fly away home
Your house is on fire, your children are alone
Hey little bird, fly away home
House is on fire, your children are alone
Yellow sheets on a Hong Kong bed
Stazybo horn and a Slingerland ride
"To the carnival" is what she said
A hundred dollars makes it dark inside
Edna Million in a drop dead suit
Dutch Pink on a downtown train
Two-dollar pistol but the gun won't shoot
I'm in the corner on the pouring rain
Hey little bird, fly away home
Your house is on fire, your children are alone
Hey little bird, fly away home
Your house is on fire, your children are alone

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Benfica Stars Fund - The End

Este post foi publicado no dia 9 de Setembro de 2014 no blog GuachosVermelhos pelo blogger josé Albuquerque

http://guachosvermelhos.blogspot.pt/2014/09/benfica-investe-quase-30me-na-recompra.html




BENFICA investe quase 30ME na recompra do BSF”

Por José Albuquerque
Foi com este tipo de títulos que os ignaros da mérdia nacional e alguns blogues anti, entenderam “cumentar” a noticia do Comunicado da Nossa SAD para a CMVM sobre a aquisição dos 85% das Unidades de Participação (UP’s) do Benfica Stars Fundo (BSF), por cerca de 29ME, em mais uma confissão do absoluto zero de conhecimentos económicos e do absoluto infinito de vontade de confundir os Benfiquistas, não recuando, nem sequer, perante a discordância que um tal investimento (verdadeiramente absurdo) implicaria quando confrontado com a imensa série de “noticias” sobre as “dificuldades financeiras” do Glorioso.

Os já habituais Companheiros, entre os quais os meus dois Filhos, enviaram-me dezenas de cópias das mais absurdas barbaridades escritas e publicadas a este propósito, cada uma maior que a outra, numa aparente competição para apurar o mais ignorante, o mais burro e/ou o mais anti Benfica do universo: hoje, já não é sério pensar que lemos o pináculo da bacorada, porque os jornaleiros e os Taliban não largam as pás e não se cansam de “cavar” mais fundo no buraco da sua falta de dignidade.
O Enormérrimo Guachos que me perdoe, porque eu não consigo deixar de indicar o execrável exemplo do blogue nacional sobre desporto mais lido – o “Visão de Mercado”, um blogue alegadamente “independente dos clubes” no qual só não são censurados Companheiros que demonstrem um claro preconceito anti Vieira (eu próprio fui censurado duas vezes), com a excepção do Enorme Manuel, um Leitor e Comentador assíduo aqui do GUACHOS, que ontem lá conseguiu mais um dia Glorioso: tratem de ir comprovar com os vossos olhos e vão assistir a uma “noticia” vergonhosa, seguida de quase uma centena de comentários nojentos, uma espécie de frenesim anti Benfica e, finalmente, ahahahahah, um comentário (como é que te publicaram aquela verdadeira bomba?) do Companheiro Manuel, muito simples e directo, que funcionou como um verdadeiro banho de gelo naquela corja e … foi a debandada geral dos ignorantes,

Cabe aqui abrir um parêntesis para agradecer ao Benfica Eagle e ao NGB por terem publicado, muito rapidamente, um pequeno texto, também ele muito simples mas suficientemente rigoroso, que deve ter contribuído fortemente para cortar cerce as intenções de alguns Taliban no sentido de aproveitarem a noticia para mais uma campanha de demagogia e acusações cobardes contra a Nossa SAD. Eu não ficaria de bem para com os Nossos Valores, se não registasse, aplaudisse e agradecesse esse contributo, mesmo quando ele não disfarça algum preconceito anti Vieira, nomeadamente quando se escrevem parvoeiras do tipo “o maior beneficiado com o BSF foi o BES, pelo que com ele ganhou enquanto Gestor e Depositante do Fundo” (as palavras podem ter sido outras, mas foi esta a afirmação).
De facto, quem mais ganhou com o BSF foi o Benfica (através da Nossa SAD), acumulando seguramente bem mais de 10ME ao longo dos seus 5 anos de vigência. Reparem que só em juros e numa estimativa muito por baixo, admitindo uma média anual de 20ME de recursos financeiros captados (“empréstimos”) ao longo do quinquénio, só em juros “poupados” teríamos um mínimo de 7,5ME.

Afinal, que “negócio” foi este e o que é que ele significa?

Aproximando-se a data em que os investidores do BSF teriam de decidir por um seu eventual prolongamento no tempo, confrontados com a muito provável ilegalização deste tipo de instrumentos por parte da FIFA/UEFA e condicionados pela sua não rentabilidade (ou rentabilidade negativa) e, talvez, pela recente crise do antigo Banco Depositário (o antigo BES, hoje Novo Banco), a Nossa SAD deve ter recebido uma proposta para adquirir as UP’s (85%) nas mãos dos investidores externos e, após uma negociação que deve ter sido bem simples, ela entendeu fazer esse “negócio”, certamente como primeiro passo para extinguir o BSF no final do corrente mês.

Conforme podem ler no Comunicado, a Nossa SAD adquiriu por quase 29ME as partes (UP’s) do BSF detidas por terceiros (85%, uma vez que Nós tínhamos 15% do Fundo).
Sabemos que o BSF começou por ser, quando foi criado, há 5 anos, um bolo de 40ME e o quadro seguinte descreve o que ele era no final de julho passado:
Fonte: CMVM

Simplificando com números arredondados, ao vender/comprar 85% do BSF por 29ME, valorizou-se o instrumento em cerca de 34ME (29/0.85), ou seja, os titulares do BSF aceitaram um “prejuízo” de 6ME (=34-40), 15% dos quais (900K) da Nossa SAD e 85% (5,1M) dos outros investidores.
Por outro lado, o BSF (100%) tinha um “valor contabilístico” de 27ME, pelo que 85% deveriam corresponder a 23ME, o que vale por dizer que a Nossa SAD aceitou comprar o Fundo por um valor que é próximo da média aritmética entre os tais 34ME (100% do valor actual) e os 23ME (85% do valor contabilístico), uma espécie de “valor salomónico”.

Ainda em números redondos, vejamos os detalhes do que a SAD comprou:

BSF – Balanço sintético (ME)


Resumindo e considerando os 29ME pagos por 22,8ME de “valor contabilístico”, podemos concluir que (85%) das partes detidas pelo BSF nos passes daqueles Atletas (a única componente do BSF cujo valor pode ser “discutível”) foram “sobreavaliadas” pela Nossa SAD que por elas aceitou pagar 10,5ME:
. porque pagamos mais 6,2ME (29 - 22,8) acima do “valor contabilístico”;
. porque esse “valor contabilístico” já incluía 4,3ME dos passes dos Atletas; e
. porque 6,2 + 4,3 = 10,5.

Confere?

Já só nos falta recordar quem são os Atletas cujos passes estão em causa e, já agora, quanto é que o BSF Nos tinha pago por elas (as partes):

. Airton - 40% (3M)
. Djuricic - 20% (2M)
. Jara - 10% (0,6M)
. Gaitán - 15% (2,025M)
. Maxi - 30% (1,35M)
. Nélson Oliveira - 25% (2M)
. Rúben Amorim - 50% (1,5M)
. Sulejmani - 25% (1,25M)

Ou seja, mesmo eliminando o valor relativo ao Urreta, cerca de 14M que tivemos “emprestados”, sem juros e algum tempo, agora “recomprados” por 10,5M.

Conclusão.

Os Leitores do GUACHOS sabem que eu sempre fui um acérrimo defensor do BSF e do seu contributo para o crescimento e desenvolvimento da Nossa SAD, que o promoveu em mais um momento de inovação exemplar: oxalá estas “contas” finais do BSF sejam consideradas pela UEFA/FIFA quando vierem a regular este assunto.
Hoje, mais de 5 anos depois dele ter sido idealizado, os factos demonstram que eu não tinha (e tenho) “só” razão: eu tenho muita, ou toda, a razão!

O BSF e a Nossa SAD concretizaram uma excelente parceria, constantemente regida por uma solidariedade bem patenteada na participação inicial de 15% e nesta forma nada especulativa que determina o passo prévio necessário para a extinção do BSF.

Este projecto foi fortemente benéfico para a Nossa SAD, que beneficiou do financiamento e da partilha de riscos e só não o foi para os restantes investidores do BSF porque, algures no seu segundo ano, os “especialistas” contratados pela Entidade Gestora para a assessorar em termos técnico-futebolísticos desataram a dar alguns pareceres que eu, humildemente, considero quase ridículos.
De uma fonte credível externa ao Benfica, eu obtive algumas informações que comprovam o que acabei de escrever, como, por exemplo:
. o BSF recusou investir 3ME em 20% do passe do Matic (queriam esses 20% por 2ME);
. o BSF recusou investir 5ME em 25% do passe do Witsel (aceitavam 15% por 1,75ME);
. o BSF recusou investir 1,5ME em 10% do passe do Marcovic; e
. o BSF fez 3 apostas ridículas em 3 jovens Atletas da Nossa Formação, só não perdendo dinheiro no caso do Yartey.
  
Viva o Benfica!