Esta fotografia foi roubado do blog No Vazio da Onda, publicada num post de 4 de Setembro de 2004
http://novaziodaonda.wordpress.com/2014/09/04/the-negotiator/
Status
Isto não é blog, serve de principalmente de blogroll e para arquivar posts de outros blogs que de alguma forma me interessam.
Todos os posts: têm o título colocado por mim; têm uma referência ao blog, blogger e data de publicação do post de origem; estão linkados para o blog em que foram publicados. A quem, por azar do destino, aqui cair, aconselho que siga o link e leia a versão original; têm também tags para o blog e blogger; se por acaso o post conter o tag "comentário(s)", é porque achei que a caixa de comentários é também bastante relevante para o assunto tratado.
O porquê do link e também a transcrição? Porque gostava de manter o texto se por algum motivo o blog original for encerrado, ou o post apagado.
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Johnny Cash - God's Gonna Cut You Down
You can run on for a long time
Run on for a long time
Run on for a long time
Sooner or later god'll cut you down
Sooner or later god'll cut you down
Run on for a long time
Run on for a long time
Sooner or later god'll cut you down
Sooner or later god'll cut you down
Go tell that long tongue liar
Go and tell that midnight rider
Tell the rambler, the gambler, the back biter
Tell 'em that god's gonna cut 'em down
Tell 'em that god's gonna cut 'em down
Go and tell that midnight rider
Tell the rambler, the gambler, the back biter
Tell 'em that god's gonna cut 'em down
Tell 'em that god's gonna cut 'em down
Well my goodness gracious let me tell you the news
My head's been wet with the midnight dew
I've been down on bended knee talkin' to the man from
Galilee
He spoke to me in the voice so sweet
I thought i heard the shuffle of the angel's feet
He called my name and my heart stood still
When he said, "john go do my will!"
My head's been wet with the midnight dew
I've been down on bended knee talkin' to the man from
Galilee
He spoke to me in the voice so sweet
I thought i heard the shuffle of the angel's feet
He called my name and my heart stood still
When he said, "john go do my will!"
Go tell that long tongue liar
Go and tell that midnight rider
Tell the rambler, the gambler, the back biter
Tell 'em that god's gonna cut 'em down
Tell 'em that god's gonna cut 'em down
Go and tell that midnight rider
Tell the rambler, the gambler, the back biter
Tell 'em that god's gonna cut 'em down
Tell 'em that god's gonna cut 'em down
You can run on for a long time
Run on for a long time
Run on for a long time
Sooner or later god'll cut you down
Sooner or later god'll cut you down
Run on for a long time
Run on for a long time
Sooner or later god'll cut you down
Sooner or later god'll cut you down
Well you may throw your rock and hide your hand
Workin' in the dark against your fellow man
But as sure as god made black and white
What's down in the dark will be brought to the light
Workin' in the dark against your fellow man
But as sure as god made black and white
What's down in the dark will be brought to the light
You can run on for a long time
Run on for a long time
Run on for a long time
Sooner or later god'll cut you down
Sooner or later god'll cut you down
Run on for a long time
Run on for a long time
Sooner or later god'll cut you down
Sooner or later god'll cut you down
Go tell that long tongue liar
Go and tell that midnight rider
Tell the rambler, the gambler, the back biter
Tell 'em that god's gonna cut you down
Tell 'em that god's gonna cut you down
Tell 'em that god's gonna cut you down
Go and tell that midnight rider
Tell the rambler, the gambler, the back biter
Tell 'em that god's gonna cut you down
Tell 'em that god's gonna cut you down
Tell 'em that god's gonna cut you down
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Regulamento de Transferências
Este post foi publicado em 8 de Julho de 2014 no blog Guachos Vermelhos pelo blogger José Albuquerque
http://guachosvermelhos.blogspot.pt/2014/07/transferencias-e-regulamento-de.html
http://guachosvermelhos.blogspot.pt/2014/07/transferencias-e-regulamento-de.html
Transferências e Regulamento de Transferências.
Autor: GuachosVermelhos às 7/08/2014
06:11:00 da tarde Marcadores: Compras
e vendas, Jogadores
ingratos, novos
jogadores,regulamentos
de transferências, Transferências
Por
José Albuquerque
O inferno de tantos Benfiquistas, é o paraíso dos mérdia e dos Taliban.
O inferno de tantos Benfiquistas, é o paraíso dos mérdia e dos Taliban.
Tenho
a certeza absoluta, por fundamento empírico, que estamos na melhor
época de vendas dos pasquins e das page views dos sítios de todos
os mérdia e de todos os blogues Taliban, enquanto vemos muitos
Companheiros deixarem-se apoderar pelo pessimismo, quando não por um
completo desespero, sequiosos por qualquer informação que lhes
confirme algo menos que o pior dos pesadelos.
É
um circo! Um circo com estreia em cada julho e uma pequena sequência
em janeiro, ano após ano, montado sempre pelos mesmos e com os
mesmos objectivos, mas que mantem a capacidade de enrolar alguns
otários repetentes e … alguns mais novos.
É
um circo do qual uns retiram um imenso proveito económico, enquanto
outros rejubilam com a instabilidade que provocam, uns e outros
verdadeiros parasitas intelectuais das mentes mais débeis dos que,
por inexperiência ou burrice militante, continuam a alinhar neste
verdadeiro forrobodó: já não há pachorra!
Regulamento
de Transferências (I).
Como
se recordam, na sequência da transferência do Garay eu citei uma
parte dos regulamentos que foi (bem) contestada por um Leitor, o que
me levou a prometer fazer uma investigação mais aprofundada sobre
este assunto e, depois, voltar a escrever sobre ele. O meu primeiro
agradecimento vai para esse nosso Leitor.
Felizmente,
enquanto FPF, LPFP, UEFA e FIFA ignoraram os meus pedidos de
esclarecimento, um Adepto do Benfica, escocês e supporter do Man.
Utd. que trabalha na Real Federação Britânica que eu não conhecia
antes, respondeu ao meu pedido (diz que como foram eles a inventar o
jogo, se sentem obrigados a ajudar todos os seus adeptos) e
remeteu-me umas centenas de páginas com os atuais regulamentos e
todos os estudos relevantes a propósito deles já publicados no
Reino Unido: ao Duncan quero endereçar o meu especial agradecimento.
Nestes
termos, Companheiros, podem considerar-me preparado para responder,
fundamentadamente, a toda e qualquer questão que nos coloquem, aqui
no GUACHOS, sobre este tema especifico, uma vez que, mesmo que eu não
encontrasse a melhor resposta em toda esta documentação que recebi,
o Duncan colocou-se ao dispor para resolver qualquer dúvida mais
intrincada.
Confrontado
com a hipótese de vos castigar com um imenso texto sobre o
Regulamento de Transferências (RT), preferi servir-vos “isto” em
doses mais suportáveis e, sempre que possível, relacionando esses
textos com exemplos concretos que nos facilitem a melhor
interpretação do RT. Ainda assim, preparem-se para alguns aspectos
mais intrincados, chegando, um ou dois, a envolver algumas fórmulas
matemáticas, ahahah.
Mas
comecemos pelo esclarecimento das nossas dúvidas:
. Prazos
contratuais – os contratos de trabalho dos futebolistas
(que devem respeitar a legislação do pais em que são celebrados,
podem ter qualquer prazo, mas, para a FIFA/UEFA, é
sempre considerado o prazo mínimo de uma época desportiva (nem que
o contrato expresse um prazo de apenas 1 semana) e um prazo máximo
de 5 épocas desportivas; no caso de o futebolista ainda não ter 18
anos de idade, o prazo máximo admitido reduz-se para 3 épocas;
. Período
de Protecção – que é como se designa a parte do
contrato em que o “Principio da Estabilidade” se sobrepõe ao
“Principio da Liberdade Profissional”, pelo que o clube
“vendedor” pode exigir o cumprimento da “Cláusula de Rescisão”
(nos países em que existe), pode ser de 2 ou 3 anos, nos casos em
que o atleta tenha, respectivamente, já celebrado 28 anos, ou ainda
não, no momento da assinatura do contrato; e
. Renovações
de contratos – que fique claro que, para a UEFA/FIFA,
qualquer renovação contratual é considerada como um novo contrato.
E,
por agora, vejamos alguns casos práticos de como se podem aplicar
estas regras … mediante as quais eu concluo que, por exemplo:
.
A Nossa SAD poderia ter “exigido” o pagamento da chamada
“cláusula” em casos como o Ramires (se estivesse na disposição
de “romper” a parceria acordada e de comprar os 50% detidos pelo
parceiro) e do Matic (acabara de renovar), tal como exigiu no caso do
Witsel, tal como a andruptosad o poderia ter feito, recentemente, no
caso do “lula”, ou, há mais tempo, no caso do “sem milhões”,
ou a osgasad poderia ter feito com o Ilori;
.
A Nossa SAD pode “exigir” o pagamento da chamada “cláusula”,
quer no caso do oblak (sim, este já perdeu o direito a maiúscula),
quer para o Marko;
.
A SAD podia ter feito essa mesma exigência nos casos do Di, Luiz ou
Coentrão; e, sobretudo,
.
A SAD não pode fazer essa exigência em vários outros casos, por
exemplo no do Gaitan e até que ele aceite a proposta de renovação
que já lhe foi apresentada.
É
isto que explica a prática constante de renovações contratuais da
Nossa SAD, com o consequente crescimento da massa salarial. Importa
ter bem presente que a assinatura de um contrato entre um clube e um
futebolista pressupõe o acordo de ambas as partes para o seu
conteúdo, pelo que “pretensas teses” como algumas
insistentemente repetidas (aumentem a “cláusula”, mandem-no para
uma equipa da primeira divisão, etc.), não passam de bacoradas de
quem julga estar a jogar FM.
A
este propósito, o das bacoradas tantas vezes repetidas, vou
deixar-vos com algo que acabo de aprender com as leituras que fiz
sobre os RT e que assenta como uma luva numa miríade de comentários
de “especialistas”, “comentadeiros” e Taliban, sempre que um
Atleta tem um problema disciplinar, ou já não consegue os
desempenhos técnicos e tácticos desejados … “coloquem-no
a fazer piscinas ‘a volta do campo”, ou “comigo nunca mais
calçava”, ou, ainda, “não percebo porque raio de razão o
Martins anda a fazer jogos na B”.
É
que uma coisa é um humilde Adepto dizer uma bacorada destas (eu acho
que já disse algumas, ahahah), outra bem diferente é vermos tipos
pagos para serem lideres de opinião, ou Companheiros que assumem a
responsabilidade de criticar por sistema as opções dos que Nós
elegemos para Nos dirigir, a repetir estas tretas ad nauseam.
O
RT (Art.º 15) estabelece que os contratos podem ser rescindidos por
“Justa Causa Desportiva”, passível de ser reclamada por qualquer
atleta confirmado (como o Martins, o Djalo, ou … o Tacuara), se
não jogarem em, pelo menos, 10% dos desafios oficiais da(s)
equipa(s) profissional!
“Ai
sim” (estou a ver uns quantos a esfregar as patas de
contentamento)?
“Pois
que rescindam, que eu ainda lhes ofereço uma mini e uma sandes de
courato”.
Como
é hábito nos ignorantes, eles ignoram que, em caso de rescisão por
“Justa Causa Desportiva” o clube terá de pagar todos os salários
vincendos, acrescidos de uma compensação por todos os eventuais
prémios vincendos.
E
ficam a saber que os poucos casos deste tipo já julgados pelo TAS
foram bem duros para os clubes prevaricadores.
E
quanto a uma mais recente bacorada, segundo a qual “o Benfica tem
de exigir os 100% da cláusula”, infelizmente tenho de os informar
que, nos termos do RT, as compensações por “formação” ou
“mecanismo de solidariedade”, no valor de 5% do valor a pagar,
são sempre devidas pelo clube que compra, mas descontados
sobre o valor a pagar, ou seja: o clube comprador deve pagar 95%
do valor acordado ao clube vendedor e responsabilizar-se pelo
pagamento daquelas responsabilidades nos termos definidos pelo RT.
Concluindo
e como veremos em próximos textos sobre este mesmo tema, a
negociação de contratos, empréstimos e transferências exige uma
complexidade e profissionalismo crescente, mesmo sem, por ora,
considerarmos os efeitos do famigerado Acórdão Dahmane.
Viva
o Benfica!
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terça-feira, 26 de agosto de 2014
Soft Cell - Tainted love
Sometimes I feel I've got to
Run away I've got to
Get away
From the pain that you drive into the heart of me
The love we share
Seems to go nowhere
And I've lost my light
For I toss and turn I can't sleep at night
Run away I've got to
Get away
From the pain that you drive into the heart of me
The love we share
Seems to go nowhere
And I've lost my light
For I toss and turn I can't sleep at night
Once I ran to you (I ran)
Now I'll run from you
This tainted love you've given
I give you all a boy could give you
Take my tears and that's not nearly all
Oh
Tainted love
Tainted love
Now I'll run from you
This tainted love you've given
I give you all a boy could give you
Take my tears and that's not nearly all
Oh
Tainted love
Tainted love
Now I know I've got to
Run away I've got to
Get away
You don't really want any more from me
To make things right
You need someone to hold you tight
And you think love is to pray
But I'm sorry I don't pray that way
Run away I've got to
Get away
You don't really want any more from me
To make things right
You need someone to hold you tight
And you think love is to pray
But I'm sorry I don't pray that way
Don't touch me please
I cannot stand the way you tease
I love you though you hurt me so
Now I'm going to pack my things and go
Tainted love, tainted love
Touch me, baby, tainted love
Tainted love
I cannot stand the way you tease
I love you though you hurt me so
Now I'm going to pack my things and go
Tainted love, tainted love
Touch me, baby, tainted love
Tainted love
Javardeiro
Este post foi publicado em 13 de Agosto de 2014 no blog A Tasca do Cherba pelo blogler Leão de Plástico
O eixo Peter Lim – Peter Kenyon – Grupo Doyen – Jorge Mendes tem animado esta pré-época. Tal como o circo quando chega a uma estância balnear, parece estranho, mas a pequenada acha uma saudável variante.
O que estes moços tem cozido nos seus smartphones pré-pagos ninguém faz uma pequena ideia, mas convém a qualquer adepto de futebol pelo menos fazer uma tentativa honesta. Porquê? Porque esta troupe de saltimbancos de Armani e limousine pode ser muito bem ser o equivalente à ameaça dos “investidores russos” que tanto assustaram o eleitorado verde e branco há 2 anos atrás. Com uma ligeira diferença: estes já cá estão e já compraram um clube.
E não foi propriamente o equivalente ao Valência ou ao Middlesborough que compraram, nãaaa….esses chamam-se Braga e Rio Ave e nem foi preciso comprá-los…eles atiraram a chave assim que o Mendes pisou o tapete de entrada. Não senhor…vai ser preciso olhar mais para cima para descobrir a última extravagância do Sr. Lim. Mais precisamente para, nem mais nem menos, que o campeão português.
Ok…antes de acharem “quem é este gajo e como é que ele é capaz de achar que um clube tão grande como o benfas se vende assim de qualquer maneira”, façam tábua rasa do que sabem sobre a actualidade, já está? Vá lá…eu espero. Prontos? Óptimo. Então vamos lá.
1. O que diriam vocês se um empresário conhecido por andar a querer comprar à força grandes emblemas europeus sem sucesso, comprasse o Rodrigo e o André Gomes por 45 milhões e o Cancelo, Cavaleiro e Bernando Silva por outros 45 milhões?
2. O pensariam vocês se um clube habituado a “mamar” à grande e à francesa da mesa de Salgados se visse num ápice a ter de saldar uma década de negócios morbidamente obesos…na mesma altura que a banca nacional está sem capacidade para financiar uma tasca no r/c do prédio do Toni?
3. O que imaginam estar por detrás dos silêncios do Orelhas e a sua incapacidade para explicar o porquê de vender meio plantel (o meio plantel que jogava a sério) como se estivesse a emprestar Violas a um clube turco?
4. O que acham que está a acontecer às participações do Orelhas em empresas investigadas até ao osso, mais que ligadas ao top ten de tramóias da alta finança tuga?
5. Porque é que acham que opinion makers benfas estão calados que nem ratos, quando no passado se levantavam a pedir a cabeça de Jesus à mínima derrota ou se indignavam semanas a fio com a venda de um badameco qualquer por dois milhões de euros?
6. Não acham peculiar que a benfas tv tenha um sucesso auto-publicitado de meteórico mas completamente em contra-ciclo com a economia do pais e até com os resultados de produtos semelhantes?
7. Nunca se interrogaram porque é que os grandes negócios (as Vieiradas) do benfas foram sempre com o Atl.Madrid, Chelsea, Zenit e mais recentemente o Valência? E já agora comparem as transferências recentes destes clubes com os rapazes acima citados.
2. O pensariam vocês se um clube habituado a “mamar” à grande e à francesa da mesa de Salgados se visse num ápice a ter de saldar uma década de negócios morbidamente obesos…na mesma altura que a banca nacional está sem capacidade para financiar uma tasca no r/c do prédio do Toni?
3. O que imaginam estar por detrás dos silêncios do Orelhas e a sua incapacidade para explicar o porquê de vender meio plantel (o meio plantel que jogava a sério) como se estivesse a emprestar Violas a um clube turco?
4. O que acham que está a acontecer às participações do Orelhas em empresas investigadas até ao osso, mais que ligadas ao top ten de tramóias da alta finança tuga?
5. Porque é que acham que opinion makers benfas estão calados que nem ratos, quando no passado se levantavam a pedir a cabeça de Jesus à mínima derrota ou se indignavam semanas a fio com a venda de um badameco qualquer por dois milhões de euros?
6. Não acham peculiar que a benfas tv tenha um sucesso auto-publicitado de meteórico mas completamente em contra-ciclo com a economia do pais e até com os resultados de produtos semelhantes?
7. Nunca se interrogaram porque é que os grandes negócios (as Vieiradas) do benfas foram sempre com o Atl.Madrid, Chelsea, Zenit e mais recentemente o Valência? E já agora comparem as transferências recentes destes clubes com os rapazes acima citados.
Agora vamos lá. Se forem capazes de responder a 2 destas perguntas sem concluir que o vizinho de Carnide está já entregue à bicharada Asiática, parabéns, vocês estão aptos a substituir ROC ou o Jorge Gabriel num qualquer programa de paineleiros. Mas perguntam vocês (eu sei que não estão realmente a fazê-lo…mas finjam)…”o que é me interessa se o dono do meu maior rival é um bimbo de bigode ou chinoca com nome ex-craque do Gil Vicente?”
Ainda bem que fazem (ou fingem bem que fazem) essa pergunta, porque o post já vai longo e tinha de escrever a conclusão antes de Quinta-Feira. Ora isto tem uma importância tremenda para o futebol português e afecta particularmente a força e reputação do Sporting e tripeiros no mercado, ah…ok…só do Sporting (esqueci-me que a palavra reputação para um tripeiro significa ir ao Calor da Noite duas vezes no mesmo dia).
A credibilidade que o Orelhas se cansou de apregoar como o seu legado ao clube…está a ir para o brejo, mais rápido que o Oblak foi para Madrid. E apesar de não existir risco sistémico na pouca vergonha, a verdade é que todos sabemos que depois da ventoinha processar os dejectos, não faltará quem olhe para o nosso futebol como “mata de caça” livre para qualquer tipo de javardice financeira. Sabe o diabo como as entidades reguladoras (BdP, CMVM, Governo, FPF e Liga) estão neste momento quase de joelhos a pedir que lhes “tirem a dignidade”.
Se já não gostam do sistema agora…e o sistema não gosta de nós, tentem imaginar (é o último call to action que uso) o que será a vida do nosso clube quando existirem goleadas combinadas entre clubes ingleses e portugueses, mesmo que em amigáveis de pré-época disputados em torneios credíveis como a Emirates Cup. O que será?!
*às quartas, o Leão de Plástico passa-se da marmita e vira do avesso a cozinha da Tasca
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terça-feira, 12 de agosto de 2014
Banco Mau? Nã..., Banco Bom
Este post foi publicado em 7 de Agosto de 2014 no blog Febre dos Fenos pela bloger São João
http://febredosfenos.blogspot.pt/2014/08/no-creo-en-brujas-pero-que-las-hay-las.html#comment-form
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No creo en brujas, pero que las hay, las hay
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São João,
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sábado, 9 de agosto de 2014
The Offspring - Self Esteem
I wrote her off for the tenth time today
And practiced all the things I would say
But she came over I lost my nerve
I took her back and made her desert
Now I know I'm being used
That's okay, man, cause I like the abuse
I know she's playing with me
But that's ok cause I've got no self esteem
And practiced all the things I would say
But she came over I lost my nerve
I took her back and made her desert
Now I know I'm being used
That's okay, man, cause I like the abuse
I know she's playing with me
But that's ok cause I've got no self esteem
We make plans to go out at night
I wait till 2 then I turn out the light
This rejection's got me so low
If she keeps it up I just might tell her so
I wait till 2 then I turn out the light
This rejection's got me so low
If she keeps it up I just might tell her so
When she's saying, oh, that she wants only me
Then I wonder why she sleeps with my friends
When she's saying, oh, that I'm like a disease
Then I wonder how much more I can spend
Well I guess, I should stick up for myself
But I really think it's better this way
The more you suffer, the more it shows you really care...
Right? Yeah!
Then I wonder why she sleeps with my friends
When she's saying, oh, that I'm like a disease
Then I wonder how much more I can spend
Well I guess, I should stick up for myself
But I really think it's better this way
The more you suffer, the more it shows you really care...
Right? Yeah!
Now I'll relate this a little bit
That happens more than I'd like to admit
Late at night she knocks on my door
She's drunk again and looking to score
Now I know I should say no
But it's kind of hard when she's ready to go
I may be dumb, but I'm not a dweeb
I'm just a sucker with no self esteem
That happens more than I'd like to admit
Late at night she knocks on my door
She's drunk again and looking to score
Now I know I should say no
But it's kind of hard when she's ready to go
I may be dumb, but I'm not a dweeb
I'm just a sucker with no self esteem
When she's saying, oh, that she wants only me
Then I wonder why she sleeps with my friends
When she's saying, oh, that I'm like a disease
Then I wonder how much more I can spend
Well I guess, I should stick up for myself
But I really think it's better this way
The more you suffer, the more it shows you really care...
Right? Yeah!
Then I wonder why she sleeps with my friends
When she's saying, oh, that I'm like a disease
Then I wonder how much more I can spend
Well I guess, I should stick up for myself
But I really think it's better this way
The more you suffer, the more it shows you really care...
Right? Yeah!
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Cardozo
Este post foi publicado em 6 de Agosto de 2014 no blog O Cabelo do Aimar pela bloger Dina Letras
Obrigado Tacuara !
Dina Letras
As opiniões
sobre ele estão longe de ser consensuais. Muitos lhe chamam ‘cepo’,
ele responde como só os Grandes respondem… em campo, com golos!
Sempre que o pé esquerdo prepara a ‘bomba’, os assobios do
3ºanel transformam-se em gritos de euforia. Os que mais o criticam
são os que nas horas de aperto apregoam por ele.
Escolher 10,
dos 172 golos que Óscar ‘Tacuara’ Cardozo marcou com o Manto
Sagrado vestido, é uma das mais ingratas tarefas em que me podia
meter. Sim, aquele ponta-de-lança desengonçado tornou-se no melhor
marcador estrangeiro de Sempre na História do Benfica. Se ele fosse
um clube, seria o 2º com mais títulos em Lisboa nos últimos 10
anos, apesar de só ter estado cá 7.
1- Benfica
3-1 Fenerbahçe – Meias finais da Liga Europa 12/13
Nico Gaitan
abriu as hostilidades e empatou a eliminatória. Logo depois, os
turcos marcaram e dificultaram a vida ao SLBenfica. Eram necessários
dois golos para que o Benfica carimbasse o passaporte para a final.
Chamei por Cardozo, e de pé esquerdo, o ‘paraguaio desajeitado’
permitiu-me ver, pela primeira vez, o Sport Lisboa e Benfica numa
final Europeia.
2- SLBenfica
4-3 Sporting – Taça de Portugal 13/14
Fisicamente
débil, em Novembro, Tacuara colocou a Luz de pé. Como outrora
fizeram Néné, Torres e Eusébio, também o paraguaio apontou um
hat-trick num derby decisivo. Jogo épico, derby à antiga, noite
memorável na Luz que garantiu a continuidade na prova. Contributo
imprescindível para que, hoje, figure no Museu a Taça de Portugal
13/14.
3- SLBenfica
2-1 Rio Ave – Liga Zon Sagres 09/10, jogo do título
A vitória
garantia a conquista do 32º Campeonato Nacional. O Benfica entrou
forte e logo aos 3 minutos Cardozo fez o 1-0. Saviola cabeceou,
Carlos defendeu para a frente e Cardozo não perdoou. A faltarem
15min para o final do encontro, os vila condenses empataram o
encontro, mas pouco depois, Tacuara voltou a não perdoar. Aimar
cabeceou, um adversário cortou e na recarga Cardozo atirou para o
fundo da baliza, tornando-se assim o melhor marcador da Liga Zon
Sagres 09/10.
4- Chelsea
1-2 SLBenfica – Final da Liga Europa 12/13
A primeira
vez que vi o Sport Lisboa e Benfica jogar uma final Europeia, estava
a viver um sonho. Ninguém nos dava como favoritos, contudo, diante
do Campeão Europeu em Título (na época), jogamos os nossos
trunfos e, passo a expressão, ‘demos um banho de bola’. El Nino
marcou para os ingleses aos 60min, porém, 8min depois Óscar
Cardozo, de penalti, recolocou a igualdade no marcador e o sonho
prosseguia. Infelizmente, aquela noite não acabou como todos
ambicionávamos.
5- Manchester
United 1-1 SLBenfica – Liga dos Campeões
Memorável.
Cardozo, no meio de Evra e Evans (?), pára de peito um passe
magistral de Gaitan e, de pé direito (!!!), remata para dentro da
baliza.
6- SLBenfica
3-2 FCPorto – Taça da Liga 11/12
Para além
da obrigatoriedade de vencer um Clássico jogado na Catedral, em
jogo estava também a presença na final da Taça da Liga. Com o
jogo empatado, Tacuara saltou do banco aos 68min e, 5min depois
resolveu o jogo. Recebeu um passe a meio campo e, calando todos os
que lhe chamam lento, sprintou e rematou forte para o fundo das
redes.
7- Sporting
1-3 SLBenfica – Liga Zon Sagres 12/13
Ele marca
um, ele marca dois, ele marca três… Mais um derby para não mais
esquecer. Ainda que na secretaria, dois dos golos fossem atribuídos
a Rojo e Bularroz (?), eu considero como mais um hat trick de
Cardozo. 1 golo a cada 86min de jogo com o SCP. Há alguém que vai
passar a dormir bem mais descansado!


8- Estoril
x SLBenfica – Liga Zon Sagres 13/14
Dos golos
mais bonitos e incríveis que vi Cardozo marcar.
9- SLBenfica
4-0 Rio Ave – Liga Zon Sagres 13/14
A última
vez que abriu os braços no festejo do golo, com o Manto Sagrado
vestido. Despediu-se dos golos na Luz com um bis. Em força, sem ser
preciso colocar a bola, foi de penalti que Óscar marcou pela última
vez ao serviço do SLBenfica
10- O
mais belo golo apontado por Cardozo foi fora das 4 linhas.
No Adeus a
Eusébio, a forma como o paraguaio se dirigiu ao King emocionou
qualquer benfiquista. O golo Supremo. Abdicou de ir no
autocarro, para seguir a pé, debaixo de água, ao lado da urna de
Eusébio, até ao seu último destino. Foi ao cemitério, ainda que
todos os jogadores tivessem sido dispensados de marcar presença.
Esteve lá, na linha da frente, como se de um adepto se tratasse, no
meio de toda a nação encarnada. Colocou a Nossa Bandeira e prestou
a mais arrepiante das homenagens ao King. Naquele dia, Cardozo
escreveu o seu nome na galeria dos imortais, tornou-se Sport Lisboa
e Benfica.
Foste
um ídolo… OBRIGADO ÓSCAR ‘TACUARA’ CARDOZO !
Tenham
cuidado, ele é perigoso!
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O Cabelo do Aimar
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Pobreza
Este post foi publicado em 1 de Agosto de 2014 no blog Ladrões de Bicicletas pelo blogger Alexandre Abreu
http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2014/08/pobres-de-nos.html
Pobres de nós
O facto da pobreza ser fundamentalmente relacional implica que todos os pobres sejam, em certo sentido, pobres de nós. Dizem-no as ciências sociais, mas também, de forma especialmente evocativa, a literatura.
A pobreza é um exemplo de um conceito com uma carga semântica muito ampla e que, em grande medida por isso mesmo, é objecto de múltiplas formas de definição e operacionalização no contexto das ciências sociais. Segundo diferentes tradições e abordagens, podemos encontrar a pobreza definida, operacionalizada e medida de forma absoluta ou relativa; em termos de rendimento ou consumo; face a um limiar de rendimento, a um limiar calórico ou a um cabaz de necessidades básicas; ou ainda enquanto conjunto multidimensional de privações definidas em termos de capacidades humanas consideradas fundamentais - e isto para referir apenas algumas das abordagens mais comuns.
Nenhuma destas abordagens é intrinsecamente mais correcta, já que traduzem aspectos distintos (e interrelacionados) da realidade social. Para determinados propósitos pode ser mais relevante a questão da incidência e profundidade da privação absoluta; para outros a questão da pobreza relativa, que na verdade não é mais do que outro nome da desigualdade.
Em todo o caso, a tendência das últimas décadas tem sido no sentido do entendimento da pobreza de forma crescentemente multidimensional e relacional. Multidimensional no sentido do reconhecimento da importância das privações em diferentes domínios materiais e imateriais (rendimento, saúde, educação, liberdade face à opressão, autonomia, dignidade,...). Relacional num primeiro sentido, de "relativo" (pois não se é pobre senão em relação aos referenciais da sociedade em que se vive), e num segundo sentido mais fundamental, de "produzido relacionalmente" (pois a privação é sempre gerada, enquadrada e perpetuada por processos sociais).
A este propósito, a mais notável definição de pobreza que alguma vez vi provém da literatura - e embora se encontre num livro publicado já em 2004 ("Bocas do Tempo", de Eduardo Galeano), encontrei-a pela primeira vez apenas há dias: "Pobres são os que têm a porta fechada". Eis como, com notável economia de palavras, se pode evocar verdades profundas: a multidimensionalidade (são várias e de diferentes tipos as portas que se nos podem fechar); os elementos intrínsecos de exclusão, impotência e ofensa à dignidade; e o carácter relacional (cada porta que se fecha é fechada por alguém - e há sempre quem entre e saia como lhe aprouver).
Há por isso muitas e diferentes formas de ser pobre. São pobres os 1,8 milhões de habitantes de Gaza bombardeados sem possibilidade de fuga após décadas de dignidade violentada. São pobres os migrantes que enfrentam todos os riscos em barcos apinhados para atravessarem o Mediterrâneo em busca de uma solução. São pobres os 10% de agregados familiares com crianças dos Estados Unidos que se revelam consistentemente incapazes de proporcionar uma alimentação adequada e nutritiva a essas mesmas crianças. Como são pobres os que, na Grécia, em Espanha ou em Portugal, perderam o emprego, a casa, o acesso a tratamentos de saúde ou a possibilidade de continuarem a estudar - e com eles a dignidade ou a esperança.
São-no todos na medida em que se deparam com diferentes tipos de portas fechadas - as quais resultam de processos políticos e arranjos sociais geradores de exclusão que, em última instância, ofendem a humanidade e a dignidade de todos nós.
(publicado originalmente no Expresso online)
POSTADO POR ALEXANDRE ABREU ÀS 1.8.14
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sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Avril Lavigne - Knockin' on Heaven's Door
Mama, take this badge off of me
I can't use it anymore
It's gettin' dark, too dark to see
I feels I'm knockin' on heaven's door
I can't use it anymore
It's gettin' dark, too dark to see
I feels I'm knockin' on heaven's door
Knock, knock, knockin' on heaven's door
Knock, knock, knockin' on heaven's door
Knock, knock, knockin' on heaven's door
Knock, knock, knockin' on heaven's door
Knock, knock, knockin' on heaven's door
Knock, knock, knockin' on heaven's door
Knock, knock, knockin' on heaven's door
Mama, put my guns in the ground
I can't shoot them anymore
That long black cloud is comin' down
I feels I'm knockin' on heaven's door
I can't shoot them anymore
That long black cloud is comin' down
I feels I'm knockin' on heaven's door
Knock, knock, knockin' on heaven's door
Knock, knock, knockin' on heaven's door
Knock, knock, knockin' on heaven's door
Knock, knock, knockin' on heaven's door
Knock, knock, knockin' on heaven's door
Knock, knock, knockin' on heaven's door
Knock, knock, knockin' on heaven's door
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sábado, 26 de julho de 2014
Hamas por Hassane Zerouky
Este é um comentário publicado por Diogo no Blog Ladrões de Bicicletas em 23 de Julho de 2014 no post Genocídios escrito por Nuno Serra
http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2014/07/genocidios.html
Também gostei da infografia do post de Nuno Serra:
O Hamas é uma criação da Mossad Israelita…
Paradoxalmente, os foguetes lançados pelo Hamas contra Israel provocam habitualmente menos mortos e feridos do que os foguetes lançados nas festas de São Mateus na vila de Soure (distrito de Coimbra)...
Global Research - Hassane Zerouky (2002)
Graças à Mossad, "Instituto de Informações e Operações Especiais" de Israel (Serviços Secretos Israelitas), foi permitido ao Hamas reforçar a sua presença nos territórios ocupados. Entretanto, o Movimento Fatah de Libertação Nacional da Palestina de Arafat assim como a esquerda Palestiniana foram sujeitos à mais brutal forma de repressão e intimidação.
Não esqueçamos que foi Israel que de facto criou o Hamas. Segundo Zeev Sternell, historiador da Universidade Hebraica de Jerusalém, "Israel pensou que era uma táctica astuciosa para empurrar os islamistas contra a Organização de Libertação da Palestina (OLP). "
Ahmed Yassin, o líder espiritual do movimento islamista na Palestina, ao regressar do Cairo nos anos setenta, fundou uma associação de caridade islâmica. A Primeira Ministra de Israel, Golda Meir, viu nisto uma oportunidade para contrabalançar o crescimento do movimento Fatah de Arafat. Segundo o semanário israelita Koteret Rashit (Outubro de 1987), "As associações islâmicas tal como a universidade foram apoiadas e encorajadas pela autoridade militar israelita" responsável pela administração civil da Cisjordânia [West Bank] e pela Faixa de Gaza. "As associações islâmicas e a universidade foram autorizadas a receber dinheiro do estrangeiro."
Os islamistas organizaram orfanatos e clínicas de saúde, bem como uma rede de escolas, fábricas que criaram emprego para mulheres bem como um sistema de ajuda financeira aos mais pobres. E em 1978, criaram uma "Universidade Islâmica" em Gaza. "A autoridade militar israelita estava convencida que estas actividades iriam enfraquecer tanto a OLP como a organizações esquerdistas em Gaza." Nos finais de 1992, existiam seiscentas mesquitas em Gaza. Graças à Mossad israelita, foi permitido aos islamistas reforçarem a sua presença nos territórios ocupados. Entretanto, os membros da Fatah (Movimento para a Libertação Nacional da Palestina) e a esquerda palestiniana foram sujeitas às mais brutais formas de repressão.
Em 1984, Ahmed Yassin foi preso e condenado a doze anos de prisão, depois da descoberta de um depósito de armas escondido. Mas um ano depois, foi colocado em liberdade e retomou as suas actividades. E quando a Intifada (insurreição) começou, em Outubro de 1978, que apanhou os islamistas de surpresa, o Xeque Ahmed Yassin respondeu criando o Hamas (O Movimento de Resistência Islâmico): "Deus é o nosso princípio, o Profeta o nosso modelo, o Corão a nossa constituição", declara o artigo 7 dos estatutos da organização.
Ahmed Yassin estava na prisão quando os acordos de Oslo (Declaração de Princípios de um Governo Interino) foram assinados em Setembro de 1993. O Hamas rejeitou os acordos completamente. Mas nesse tempo, 70 % dos palestinianos condenaram os ataques aos civis israelitas. Ahmed Yassin fez tudo quanto estava ao seu alcance para sabotar os acordos de Oslo. Ainda antes da morte do Primeiro Ministro israelita Yitzhak Rabin (1995), Yassin tinha o suporte do governo israelita. Yassin estava muito relutante em implementar os acordos de paz.
O Hamas lançou então uma campanha de ataques contra civis israelitas, um dia antes do encontro entre os negociadores palestinianos e israelitas, relativamente ao reconhecimento formal por Israel do Concelho Nacional Palestiniano. Estes acontecimentos contribuíram largamente para a formação do governo israelita de direita que se seguiu às eleições israelitas de Maio de 1996.
Inesperadamente, o Primeiro Ministro Netanyahu deu ordens para que o Xeque Ahmed Yassin fosse libertado da prisão ("por motivos humanitários") onde estava a cumprir uma pena de prisão perpétua. Entretanto, Netanyahu, com o Presidente Clinton exerciam pressão sobre Arafat para controlar o Hamas. Na realidade, Netanyahu sabia que podia contar, mais uma vez, com os islamistas para sabotarem os acordos de Oslo. Pior ainda: depois de ter expulso Ahmed Yassin para a Jordânia, o Primeiro Ministro Netanyahu permitiu o seu regresso a Gaza, onde foi recebido triunfalmente como um herói em Outubro de 1997.
Arafat estava impotente face a estes acontecimentos. Mais ainda, como tinha apoiado Saddam Hussein durante a Guerra do Golfo de 1991, (enquanto o Hamas prudentemente se absteve de tomar posição), os Estados do Golfo decidiram cortar o financiamento à Autoridade Palestiniana.
Entretanto, entre Fevereiro e Abril de 1998, O Xeque Ahmad Yassin foi capaz de recolher centenas de milhões de dólares, desses mesmos países. Diz-se que o orçamento do Hamas era maior do que o da Autoridade Palestiniana. Estas novas fontes de financiamento permitiram aos islamistas continuar efectivamente as suas actividades caritativas. Estima-se que cada um em três palestinianos recebe ajuda financeira do Hamas. E neste aspecto, Israel não fez nada para travar o fluxo de dinheiro para os territórios ocupados.
O Hamas conseguiu tornar-se forte através dos seus vários actos de sabotagem do processo de paz, de uma forma que era compatível com os interesses do governo israelita. Por seu lado, este último procurou de várias formas impedir a aplicação dos acordos de Oslo. Por outras palavras, o Hamas estava a cumprir as funções para as quais foi originariamente criado: impedir a criação de um Estado palestiniano. E sobre isto, o Hamas e Ariel Sharon, estão absolutamente de acordo; estão exactamente no mesmo comprimento de onda.
Nalguns aspectos claramente demarcados, o actual apoio dos Estados Unidos ao governo israelita corresponde aos interesses próprios americanos. Numa região onde o nacionalismo árabe pode ameaçar o controlo de petróleo pelos americanos assim como outros interesses estratégicos, Israel tem desempenhado um papel fundamental evitando vitórias de movimentos árabes, não apenas na Palestina como também no Líbano e na Jordânia. Israel manteve a Síria, com o seu governo nacionalista que já foi aliado da União Soviética, sob controlo, e a força aérea israelita é preponderante na região.
Como foi descrito por um analista israelita durante o escândalo Irão-Contras, onde Israel teve um papel crucial como intermediário, "É como se Israel se tivesse tornado noutra agência federal [americana], uma que é conveniente utilizar quando se quer algo feito sem muito barulho."
O ex-ministro de Estado americano, Alexander Haig, descreveu Israel como o maior e o único porta-aviões americano que é impossível afundar.
O alto nível continuado de ajuda dos EUA a Israel deriva menos da preocupação pela sobrevivência de Israel mas antes do desejo de que Israel continue o seu domínio político sobre os Palestinianos e que mantenha o seu domínio militar da região.
Na realidade, um Estado israelita em constante pé de guerra - tecnologicamente sofisticado e militarmente avançado, mas com uma economia dependente dos Estados Unidos - está muito mais disposto a executar operações que outros aliados considerariam inaceitáveis, do que um Estado Israelita que estivesse em paz com os seus vizinhos.
Israel recebia três mil milhões de dólares (em 2002) por ano em ajuda militar dos Estados Unidos.
http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2014/07/genocidios.html
Também gostei da infografia do post de Nuno Serra:
O Hamas é uma criação da Mossad Israelita…
Paradoxalmente, os foguetes lançados pelo Hamas contra Israel provocam habitualmente menos mortos e feridos do que os foguetes lançados nas festas de São Mateus na vila de Soure (distrito de Coimbra)...
Global Research - Hassane Zerouky (2002)
Graças à Mossad, "Instituto de Informações e Operações Especiais" de Israel (Serviços Secretos Israelitas), foi permitido ao Hamas reforçar a sua presença nos territórios ocupados. Entretanto, o Movimento Fatah de Libertação Nacional da Palestina de Arafat assim como a esquerda Palestiniana foram sujeitos à mais brutal forma de repressão e intimidação.
Não esqueçamos que foi Israel que de facto criou o Hamas. Segundo Zeev Sternell, historiador da Universidade Hebraica de Jerusalém, "Israel pensou que era uma táctica astuciosa para empurrar os islamistas contra a Organização de Libertação da Palestina (OLP). "
Ahmed Yassin, o líder espiritual do movimento islamista na Palestina, ao regressar do Cairo nos anos setenta, fundou uma associação de caridade islâmica. A Primeira Ministra de Israel, Golda Meir, viu nisto uma oportunidade para contrabalançar o crescimento do movimento Fatah de Arafat. Segundo o semanário israelita Koteret Rashit (Outubro de 1987), "As associações islâmicas tal como a universidade foram apoiadas e encorajadas pela autoridade militar israelita" responsável pela administração civil da Cisjordânia [West Bank] e pela Faixa de Gaza. "As associações islâmicas e a universidade foram autorizadas a receber dinheiro do estrangeiro."
Os islamistas organizaram orfanatos e clínicas de saúde, bem como uma rede de escolas, fábricas que criaram emprego para mulheres bem como um sistema de ajuda financeira aos mais pobres. E em 1978, criaram uma "Universidade Islâmica" em Gaza. "A autoridade militar israelita estava convencida que estas actividades iriam enfraquecer tanto a OLP como a organizações esquerdistas em Gaza." Nos finais de 1992, existiam seiscentas mesquitas em Gaza. Graças à Mossad israelita, foi permitido aos islamistas reforçarem a sua presença nos territórios ocupados. Entretanto, os membros da Fatah (Movimento para a Libertação Nacional da Palestina) e a esquerda palestiniana foram sujeitas às mais brutais formas de repressão.
Em 1984, Ahmed Yassin foi preso e condenado a doze anos de prisão, depois da descoberta de um depósito de armas escondido. Mas um ano depois, foi colocado em liberdade e retomou as suas actividades. E quando a Intifada (insurreição) começou, em Outubro de 1978, que apanhou os islamistas de surpresa, o Xeque Ahmed Yassin respondeu criando o Hamas (O Movimento de Resistência Islâmico): "Deus é o nosso princípio, o Profeta o nosso modelo, o Corão a nossa constituição", declara o artigo 7 dos estatutos da organização.
Ahmed Yassin estava na prisão quando os acordos de Oslo (Declaração de Princípios de um Governo Interino) foram assinados em Setembro de 1993. O Hamas rejeitou os acordos completamente. Mas nesse tempo, 70 % dos palestinianos condenaram os ataques aos civis israelitas. Ahmed Yassin fez tudo quanto estava ao seu alcance para sabotar os acordos de Oslo. Ainda antes da morte do Primeiro Ministro israelita Yitzhak Rabin (1995), Yassin tinha o suporte do governo israelita. Yassin estava muito relutante em implementar os acordos de paz.
O Hamas lançou então uma campanha de ataques contra civis israelitas, um dia antes do encontro entre os negociadores palestinianos e israelitas, relativamente ao reconhecimento formal por Israel do Concelho Nacional Palestiniano. Estes acontecimentos contribuíram largamente para a formação do governo israelita de direita que se seguiu às eleições israelitas de Maio de 1996.
Inesperadamente, o Primeiro Ministro Netanyahu deu ordens para que o Xeque Ahmed Yassin fosse libertado da prisão ("por motivos humanitários") onde estava a cumprir uma pena de prisão perpétua. Entretanto, Netanyahu, com o Presidente Clinton exerciam pressão sobre Arafat para controlar o Hamas. Na realidade, Netanyahu sabia que podia contar, mais uma vez, com os islamistas para sabotarem os acordos de Oslo. Pior ainda: depois de ter expulso Ahmed Yassin para a Jordânia, o Primeiro Ministro Netanyahu permitiu o seu regresso a Gaza, onde foi recebido triunfalmente como um herói em Outubro de 1997.
Arafat estava impotente face a estes acontecimentos. Mais ainda, como tinha apoiado Saddam Hussein durante a Guerra do Golfo de 1991, (enquanto o Hamas prudentemente se absteve de tomar posição), os Estados do Golfo decidiram cortar o financiamento à Autoridade Palestiniana.
Entretanto, entre Fevereiro e Abril de 1998, O Xeque Ahmad Yassin foi capaz de recolher centenas de milhões de dólares, desses mesmos países. Diz-se que o orçamento do Hamas era maior do que o da Autoridade Palestiniana. Estas novas fontes de financiamento permitiram aos islamistas continuar efectivamente as suas actividades caritativas. Estima-se que cada um em três palestinianos recebe ajuda financeira do Hamas. E neste aspecto, Israel não fez nada para travar o fluxo de dinheiro para os territórios ocupados.
O Hamas conseguiu tornar-se forte através dos seus vários actos de sabotagem do processo de paz, de uma forma que era compatível com os interesses do governo israelita. Por seu lado, este último procurou de várias formas impedir a aplicação dos acordos de Oslo. Por outras palavras, o Hamas estava a cumprir as funções para as quais foi originariamente criado: impedir a criação de um Estado palestiniano. E sobre isto, o Hamas e Ariel Sharon, estão absolutamente de acordo; estão exactamente no mesmo comprimento de onda.
Nalguns aspectos claramente demarcados, o actual apoio dos Estados Unidos ao governo israelita corresponde aos interesses próprios americanos. Numa região onde o nacionalismo árabe pode ameaçar o controlo de petróleo pelos americanos assim como outros interesses estratégicos, Israel tem desempenhado um papel fundamental evitando vitórias de movimentos árabes, não apenas na Palestina como também no Líbano e na Jordânia. Israel manteve a Síria, com o seu governo nacionalista que já foi aliado da União Soviética, sob controlo, e a força aérea israelita é preponderante na região.
Como foi descrito por um analista israelita durante o escândalo Irão-Contras, onde Israel teve um papel crucial como intermediário, "É como se Israel se tivesse tornado noutra agência federal [americana], uma que é conveniente utilizar quando se quer algo feito sem muito barulho."
O ex-ministro de Estado americano, Alexander Haig, descreveu Israel como o maior e o único porta-aviões americano que é impossível afundar.
O alto nível continuado de ajuda dos EUA a Israel deriva menos da preocupação pela sobrevivência de Israel mas antes do desejo de que Israel continue o seu domínio político sobre os Palestinianos e que mantenha o seu domínio militar da região.
Na realidade, um Estado israelita em constante pé de guerra - tecnologicamente sofisticado e militarmente avançado, mas com uma economia dependente dos Estados Unidos - está muito mais disposto a executar operações que outros aliados considerariam inaceitáveis, do que um Estado Israelita que estivesse em paz com os seus vizinhos.
Israel recebia três mil milhões de dólares (em 2002) por ano em ajuda militar dos Estados Unidos.
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quarta-feira, 23 de julho de 2014
terça-feira, 22 de julho de 2014
desBESificar o país
Este post foi publicado no blog No vazio da Onda em 18 de Julho de 2014
Há um episódio da minha vida profissional que não me esqueço. Ocorreu há uns anos, numa era quando entre os (“bem”) pensantes e as massas (“amorfas”) apreciar criticamente o sector financeiro ainda era tido como algo ridículo e tendencioso. A meio de um intervalo entre sessões de trabalho em que estavam envolvidos vários directores e gestores bancários tive de repente a sensação de estar uma manifestação promovida por uma qualquer força política anti-sistema. Esses profissionais diziam explicitamente uma coisa muito clara: afinal quem mandava mesmo no país era o BES. E corroboravam com exemplos de lés-a-lés da actividade económica e de norte a sul do país. Não era tantos os detalhes concretos e as descrições gráficas que faria ruborar o cidadão mais ingénuo; era a crua franqueza daqueles que o diziam: a) gente insuspeita, b) do meio, c) confidenciando-se entre colegas e d) à porta fechada.
Desafiando as leis da gravidade
A seguir à entrada de Portugal no Cavaquismo (com um crescimento económico insuflado por fundos comunitários), e mesmo depois de se entrar no Euro (com uma estagnação induzida por um sistema monetário inimigo da economia real), o sector da banca em Portugal impressionava. E impressionava por desafiar as leis da gravidade. Pelos lucros elevados, persistentes, sempre acima da média da economia e mesmo quando os sectores reais contraiam.
Estes foram os primeiros loucos 20 anos de uma banca em privatização, desregulação e híper-liberalização. Dizia-se que não havia sector mais moderno em Portugal do que a banca. O sector era a aresta do futuro. Todos os outros estavam atrás. Diziam tudo isto os economistas convencionais nos anos entre 1986 (adesão à CEE) e 2006 (véspera da actual crise internacional).
Pois sim. Era o elogio da banca. Os métodos de gestão eram os mais avançados (pois que movidos a MBAs de engomadinhas escolas de negócios da moda!), a rede multibanco era a melhor do mundo (pois que invejavelmente gerida como um monopólio por essa intocável SIBS!), as práticas de negócio eram as mais sofisticadas (pois que as comissões cobradas sempre em alta tinham de ser justificadas de alguma forma!), etc., etc. E mesmo desde as altas cúpulas do próprio Banco de Portugal (oh, sim, esse banco entre os bancos!) se trombeteava: eis finalmente sector “rentável, moderno, concentrado, bem capitalizado e em expansão .”
Desafiando com gravidade as leis
Depois começaram as quedas dos anjos. Tudo começou com Jardim Gonçalves, esse “grande revolucionador da banca portuguesa” (palavras de Eduardo Catroga, esse inclassificável classificador!). E assim estourou o BCP. E mais tarde aconteceu o caso BPN, e também o BPP, e mais recentemente o Banif. E, entre gigantes e pigmeus caídos na selva da finança portuguesa, eis que mais se ergueu o BES enquanto o mais influente banco privado de negócios em Portugal (como Pedro Santos Guerreiro descreveu muito bem aqui).
Coroado como o mais poderoso entre os poderosos, figurava então Ricardo Espírito Santo Salgado, literalmente conhecido no seu séquito como DDT (“dono disto tudo”). Hoje, e já escorraçado sem honra do banco que ainda carrega o nome de família, só lentamente se começa a perceber os danos que a sua gestão (e os cúmplices desta) terão infligido a investidores… mas com ondas de choque em propagação provavelmente a clientes, trabalhadores e agentes públicos.
A marmelada monetarista
O regulador, fiel à imagem que continuamos a fazer dele, intervém ineptamente tanto ex-ante como ex-post. Ex-post porque o Banco de Portugal, pressionado pela imprensa e pela figura tutelar do BCE, reagiu tarde nisto tudo. Atenção: esqueçamos o ruído que os seus mal-disfarçados porta-vozes plantam na imprensa. Repitamos: O BdP reagiu em “jet lag” e foi necessário que jornais como o Expresso empreendessem as investigações que ao BdP seriam exigíveis.
Mas o BdP também não agiu ex-ante como era seu dever. Entre várias questões operacionais graves há uma questão de mentalidade: os seus funcionários referem-se ao BdP como “o Banco” e tratam os funcionários da banca por “colegas”. Hmm, dir-se-ia que algo não cheira bem neste quadro cognitivo e deontológico:
Em primeiro lugar, o “Banco” (que deve ser de Portugal) não é o primeiro entre iguais: o “Banco” não se deve misturar com o “bando”. Ao BdP é exigível que se mantenha acima do banca agindo com autoridade por sobre os operadores da indústria financeira;
Em segundo lugar, quando por cá o regulador trata o regulado como compincha e quando em Frankfurt quadros de topo andam em almoços e jantares com os gestores da banca de investimento (sim: Goldman Sachs e etc.), afinal o que é que impedirá também o polícia de tratar o meliante por “ó sócio, então como correu o negócio hoje”?
Ou seja, apesar de toda a conversa sobre a doutrina monetarista da “independência” do banco central, o que temos é um amiguismo comportamental detectável a ouvido nu e a olho nu. Mais importante do que ser independente do poder governativo (atenção: ainda assim eleito democraticamente) parece ser hoje a independência face aos poderes privados (sobretudo os oligopolísticas e especulativos).
Em segundo lugar, quando por cá o regulador trata o regulado como compincha e quando em Frankfurt quadros de topo andam em almoços e jantares com os gestores da banca de investimento (sim: Goldman Sachs e etc.), afinal o que é que impedirá também o polícia de tratar o meliante por “ó sócio, então como correu o negócio hoje”?
Ou seja, apesar de toda a conversa sobre a doutrina monetarista da “independência” do banco central, o que temos é um amiguismo comportamental detectável a ouvido nu e a olho nu. Mais importante do que ser independente do poder governativo (atenção: ainda assim eleito democraticamente) parece ser hoje a independência face aos poderes privados (sobretudo os oligopolísticas e especulativos).
DesBESificar o país
Buracos deste tamanho não se escavam do dia para a noite. Um escândalo monstruoso e internacional é algo sistémico. E para males sistémicos tem de haver remédios sistémicos, alargados e estruturais. Uma abordagem ampla e profunda tem de ser posta em prática de modo decisivo pelo menos em quatro dimensões:
Desintoxicar as Administrações: Há algo de podre nas esferas da gestão de topo das grandes empresas. Apesar da imprensa económica ter louvado a nova administração indigitada no BES, esta tem de ser questionada e auditada. Por exemplo: 1) Vitor Bento na sua página da wikipedia aparece como “É funcionário do Banco de Portugal, mas encontra-se em situação de licença sem retribuição desde 8 de Junho de 2000.” … desculpe?! mas, então, é mesmo assim de facto?! Está no sector privado ou no público? No regulado ou no regulador? Afinal no conforto de um emprego estável bem guardadinho no Estado ou na tal concorrência de mercado que só se advoga para os outros? 2) E José Honório? Como explicar que entre o ano 2000 e 2013 tenha acumulado 25 cargos (pelo menos) de (turbo-)chefia “empresarial”? E que tem uma longa passagem pelos cimentos e imobiliário a ver com o negócio bancário? 3) E porque razão não estão os anteriores “responsáveis” pelo banco já preventivamente com termo de identidade e residência já que esta medida se aplica quando há perigo de fuga dos suspeitos ou de destruição de provas?
Dessubcontratar o Estado. Os maiores defensores do “deixa-andar”, leia-se laisser faire, começam a ficar incomodados. Até o Professor César das Neves já diz que basta de “declarações piedosas por parte do governador do Banco de Portugal”. Pois. É que este caso pode tornar-se facilmente o maior colapso económico do Portugal moderno: o BES representa cerca de 20% dos activos bancários em Portugal, cerca de metade do PIB português, e até cinco pacotes QREN (2014-2020). O Estado tem de ter uma estratégia própria; e não pode fazer “outsourcing” da sua autonomia crítica nem ver-se como servidor das indústrias que é suposto supervisionar. Por vezes dá a impressão de que os sistemas de autoridade não se aplicam ao sistema que desencadeou esta mega-crise. Dir-se-ia que há qualquer coisa que não é monitorizada e que está acima do regulador. Ou seja, a arquitectura de controlo actual não serve. A implicação é que é preciso supervisionar os supervisores. Afinal é ou não possível ter acesso detalhado às agendas e aos CVs dos reguladores para ver com quem andam e o que andam a fazer? Afinal já se percebeu ou não que Basileia versão 1+n continua a ter mais buracos que um passador na contabilização dos elementos que compõem os rácios de capital? Afinal já será hora de acabar com a rotunda de consultoria e ideologia que funciona em circuito fechado num “inbreading” de modelos teóricos e numa “monocultura” de técnicas de investigação?
Desfinancializar o Governo. O governo CDS/PSD não foi corajoso ao tentar afastar do BES ; pelo contrário, está é cheio de medo. Quer conter o impacto na sua área política. E deve estar cheio de medo pois terá mais acesso ao que realmente se passa do que o comum dos cidadãos. Não faltam evidências de proximidade entre estes sectores políticos e a actual administração . Por exemplo, pessoalmente para mim uma das visões mais confrangedoras do ano foi ver Miguel Frasquilho (funcionário do PSD ou militante do BES? Presidente da AEICEP ou interprete de grupos económicos?) aos cochichos, risinhos e em desapropriada intimidade com José Maria Espírito Santo Silva Ricciardi numa recente cerimónia pública em que estavam representadas entidades externas ao mais alto nível de Estado. Aparentemente pode subtrair-se um indivíduo ao sector privado nomeando-o para o sector público; mas mais difícil é retirar o sector privado desse mesmo individuo.
Descontaminar a Informação. Por fim, é realmente estupendo o que se vai lendo em alguns quadrantes que sempre louvaram estes sérios senhores. Como bem refere o Professor Pedro Lains não faltam por aí fascinados da finança e apologistas da propaganda. E como andam eles a lidar com o caso? Resposta: a inverter as setas causais e a tapar o elefante com lenços de assoar! Veja-se o caso do investigador e colunista Rui Ramos. Diz que o BES tem sido ” um dos principais braços financeiros do poder político democrático, um dos meios através dos quais os governos controlaram a economia “. Bom: é precisamente o contrário. Vá… é pelo menos muito mais plausível argumentar que tem sido o poder oligárquico que tem instrumentalizado o poder democrático! Certo?! E veja-se o caso do colunista João Pereira Coutinho. Como se poder dizer taxativamente que “Quem confunde BES com o BPN deve fazer exames à cabeça”?! E será que quando é um privado a entrar em incumprimento está tudo bem mas quando é o público a restruturar a dívida está tudo mal ?! …. Isto é, e em suma: os media são “comunicação social” ou “comunicação anti-social”?! Será tudo apenas má informação ou, afinal, contra-informação ? O que será preciso,então, fazer para desmantelar a cadeia de valor da desinformação e fazer secar as fontes da confusão propositada que distorcem a vida pública e dificultam à sociedade civil formular ajuizadamente a sua opinião? –Sandro Mendonça no Expresso
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