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Isto não é blog, serve de principalmente de blogroll e para arquivar posts de outros blogs que de alguma forma me interessam.

Todos os posts: têm o título colocado por mim; têm uma referência ao blog, blogger e data de publicação do post de origem; estão linkados para o blog em que foram publicados. A quem, por azar do destino, aqui cair, aconselho que siga o link e leia a versão original; têm também tags para o blog e blogger; se por acaso o post conter o tag "comentário(s)", é porque achei que a caixa de comentários é também bastante relevante para o assunto tratado.

O porquê do link e também a transcrição? Porque gostava de manter o texto se por algum motivo o blog original for encerrado, ou o post apagado.



domingo, 15 de outubro de 2017



Lose Yourself To Dance (feat. Pharrell Williams and Nile Rodgers)
Daft Punk
 
*Video editado por neonwiretv que usou imagens do programa "Soul Train", grande edição...


I know you don't get chance to take a break this often
I know your life is speeding and it isn't stopping
You take my shirt and just go ahead and wipe up all the
Sweat, sweat, sweat

Lose yourself to dance
Lose yourself to dance
Lose yourself to dancee

Lose yourself to dance
Lose yourself to dance

Lose yourself to dance
Lose yourself to dancee
Lose yourself to dance

Lose yourself to dance

I know you don't get chance to take a break this often
I know your life is speeding and it isn't stopping
You take my shirt and just go ahead and wipe up all the
Sweat, sweat, sweat

Lose yourself to dance (come on)
Lose yourself to dance (come on)
Lose yourself to dancee (come on)

Lose yourself to dance (come on)
Lose yourself to dance (come on)

Lose yourself to dance (come on)
Lose yourself to dancee (come on)

Lose yourself to dance (come on)
Lose yourself to dance (come on)

Everybody dancing on the floor
Can't do any more anymore

(Everybody dancing on the floor)
(Come on)
I know you don't get chance to take a break this often
I know your life is speeding and it isn't stopping
You take my shirt and just go ahead and wipe up all the
Sweat, sweat, sweat

Lose yourself to dance (come on)
(Everybody dancing on the floor)
Lose yourself to dance (come on)
(Everybody dancing on the floor)
Lose yourself to dance (come on)
(Everybody dancing on the floor
Everybody on the Floor, yeeah)

Lose yourself to dance (come on)
Lose yourself to dance (come on)

Everybody dancing on the floor
Can't do any more anymore

Lose yourself to dance (come on)

Lose yourself to dance

sexta-feira, 1 de maio de 2015

terça-feira, 24 de março de 2015

Lista VIP


Este post foi publicado em 23 de Março de 2015, no blog Ladrões de Bicicletas pelo blogger João Ramos de Almeida


Cronologia da crise da lista VIP ou as vantagens de se mostrar distraído

Proponho-lhe a revisitação à versão oficial sobre a lista VIP e tentar perceber se é verosímil.

O texto é longo, mas dá para perceber que o secretário de Estado Paulo Núncio (SEAF) esteve pelo menos um mês sem curiosidade de pedir mais informação à Administração Tributária (AT), ou de confrontar o seu director-geral com as saraivadas de notícias e comentários sobre a lista VIP. E que o director-geral esteve igual período sem achar que o assunto era suficientemente importante para informar a tutela do que se passara na realidade.

A tese oficial é seguinte:
1) Um estudo de um filtro VIP foi proposto em Setembro passado pelos serviços de segurança tributários, chefiados por José Manuel Morujão Oliveira e Graciosa Delgado (após encontros técnicos com os serviços homólogos norte-americanos), com vista à "implementação de uma nova metodologia de proteção e segurança dos dados pessoais dos contribuintes";
2) A 10/10/2014, uma 6F, a proposta foi despachada favoravelmente pelo sub-director-geral José Maria Pires, que nesse mesmo dia estava em substituição do director-geral Brigas Afonso;
3) Nem o sub-director-geral achou por bem pedir autorização ou comunicar ao director-geral ou ao SEAF, nem Brigas Afonso o fez na 2ªF seguinte, nem se sabe se Pires a comunicou a Brigas Afonso - na audição parlamentar disse que nçao falou "com ninguém";
4) Em Fevereiro passado, Brigas Afonso decide abortar a iniciativa e não comunica essa decisão ao SEAF, informando-o que nunca existiu qualquer filtro VIP;
5) Finalmente, a 16/3/2015, à tarde, Brigas Afonso comunica ao SEAF que afinal essa ideia esteve em estudo, em teste, durante 3 meses, e - por ter faltado ao dever de informação - põe o lugar à disposição do SEAF, que o demite. O SEAF afirma ter pedido à IGF, logo nesse dia, a abertura de um inquérito.

Só este relato já dá uma ideia das fragilidades da tese oficial. A ser verdade, a maior "empresa" nacional, resºpnsável pela receita pública, anda em desgoverno. Mas a fragilidade torna-se em farsa quando se lê o avolumar de informação que se foi acumulando na comunicação social, algo a que, aliás, o SEAF está sempre muito atento. E ainda mais à luz da informação - não confirmada, mas publicada - de que, no longo processo de substituição do ex-director-geral dos impostos Azevedo Pereira, de Janeiro a Julho de 2014 - José Maria Pires sempre foi a escolha do SEAF para director-geral da AT, mas que foi a ministra das Finanças quem escolheu Brigas Afonso. E, por outro, que a subdirectora dos serviços de Segurança Informática é a mulher de José Maria Pires.

Pede-se paciência ao leitor para as notas seguintes:
  • Em Junho de 2014, é feita acusação de que Pedro Passos Coelho (PM) teria recebido pagamentos do grupo Tecnoforma no valor de mais de 150 mil euros (em tranches mensais de cinco mil euros náo declarados) entre 1995 e 1998, quando era deputado em exclusividade. Estas informações adensaram-se com a denúncia anónima ao Ministério Público de que o PM teria recebido cinco mil euros mensais entre 1997 e 1999. No final do verão de 2014, soube-se que a declaração referente ao ano de 1999 não estava no Tribunal Constitucional, como obriga a lei. Algures em 10/2014, segundo o Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI), as consultas aos rendimentos do PM subiram substancialmente, seguindo-se às declarações de PM que não recebera qualquer tipo de ordenado da Tecnoforma;
  • A 10/10/2014, José Maria Pires despachou favoravelmente o estudo de uma "nova metodologia de proteção e segurança dos dados pessoais dos contribuintes";
  • Algures em Novembro 2014, são detectadas as consultas ao cadastro do PM e são chamados os primeiros funcionários (JN, 12/12/2014);
  • A 27/11/2014, foram feitas buscas, pela equipa do juiz Carlos Alexandre, na sede do Banco Espírito Santo (BES) e em 34 casas e escritórios de êx-administradores do banco liderado por Ricardo Salgado. Da sede do BES foi retirada uma quantidade enorme de informação e de ficheiros com nomes de clientes. Segundo os responsáveis do STI, considera-se "suspeito" que o número de processos contra funcionários da AT tenha disparado após as buscas;
  • A 11/12/2014, é emitida uma nota do Ministério das Finanças em que refere que a consulta só pode ser realizada "no âmbito dos processes em curso que lhes sejam especificamente atribuidos e exclusivamente para esses efeitos";
  • A 12/12/2014, é conhecido que os serviços de auditoria da AT abriram dois inquéritos a funcionários por consulta das declarações de rendimentos do PM. A denúncia é feita pelo STI que está a apoiar os dois funcionários. "Estas situações são inéditas. Nunca antes os funcionários foram alvo de inquérito apenas por consultarem informações", diz o STI ao jornal Sol. Funcionários do Algarve foram confrontados com a informação de terem consultado dados fiscais de políticos. Os funcionários não são acusados de terem divulgado informação confidencial para o exterior;
  • Nesse mesmo dia, o director-geral emite uma nota em que justifica os procedimentos contra os funcionários, garantindo que, "sempre que são detectados indícios de acesso ou utilização indevida" de dados, essa busca "desencadeia os mecanismos consequentes de salvaguarda dos direitos dos contribuintes, incluindo a abertura de processos de averiguações ou outros". Brigas Afonso lembra ainda que, "desde a década de 90, a ex-DGCI, actual AT, tem instituídos diversos mecanismos que garantem o respeito pleno e integral do dever de sigilo fiscal por parte dos seus funcionários" (Público);
  • Nesse mesmo dia, num artigo do JN fala-se de "um sistema recente que emite um alerta junto de responsáveis da AT sempre que um funcionário, sem ordem ou despacho de serviço para esse efeito, consulte as declarações fiscais de entidades e figuras públicas. O ‘intruso’ é facilmente reconhecido pela senha de identidade do computador, que fica registada no sistema.";
  • A 20/1/2014, numa acção de formação para 300 inspetores tributárlos estagiários, na Torre do Tombo, o chefe de divisão dos serviços de auditoria, Vítor Lourenço, fala de um Pacote VIP que estará em vigor;
  • A 21/1/2015, numa reunião entre o director-geral e a direcção do STI, Brigas Afonso afirma nada saber sobre o assunto da lista VIP;
  • Algures em Fevereiro de 2015, o director-geral comunica ao SEAF que não há nenhuma lista VIP;
  • A 14/2/2015, é conhecido haver "dezenas" de funcionários objecto de procedimento disciplinar (DN);
  • A 24/2/2015, torna-se pública a informação do STI de há 27 processos disciplinares por acesso indevido ao cadastro fiscal do PM. O presidente do STI fala de "uma fúria sancionatória da AT". Os mesmos actos de funcionários não foram sancionados no caso de Sócrates que, juntamente com outras figuras públicas, se queixara à AT. Paulo Ralha faz eco de rumores na AT sobre o facto de ter "sido constituída uma lista de contrihuintes VIP" que fazem soar os alarmes informáticos. Esta é a informação que corre na Autoridade Tributária. O MF não responde directamente à questão, dizendo apenas ao Negócios que, "em todos os casos em que a AT tem conhecimento de suspeitas de violação do dever de confidencialidade relativamente a qualquer contribuinte português é instaurado o correspondente processo de auditoria interna" (Jornal de Negócios);
  • A 28/2/2015, o jornal Público divulga a informação de que o PM não pagou Segurança Social durante 5 anos;
  • A 1/3/2015 torna-se público que foram instaurados 137 processos disciplinares e de inquérito a funcionários que acederam a dados de contribuintes, dos quais 27 ao PM;
  • No mesmo dia, a TVI menciona a existência de uma lista VIP de contribuintes que só pode ser consultada com autorização especial;
  • A 6/3/2015, o Ministério das Finanças garante que não existe qualquer lista VIP de contribuintes. Numa nota enviada à TSF, o gabinete da ministra acrescenta que, de acordo com as informações prestadas pela AT, essa lista não existe. (TSF, TVI, Sic Notícias). O STI informa que já são mais de 130 funcionários com processos por consulta indevida de cadastro fiscal de contribuintes;
  • Desde 2/3/2015, que Brigas Afonso tem nas suas mãos uma carta da Associação Sindical dos Inspectores Tributários (APIT) com dez questões sobre a lista VIP. O presidente da APIT, Nuno Barroso, admite que Brigas Afonso ainda não tenha respondido por recear que as suas respostas possam ser usadas politicamente (JN, de 15/3/2015);
  • A 6/3/2015, António Costa refere-se às suspeitas do STI sobre lista VIP. "Houve uma denúncia gravíssima, feita pelo presidente do STI", revelando que "foi constituído um universo de contribuintes VIP, cujos dados revestem particular protecção e cuja consulta pelos funcionários da AT implica imediatamente o desencadear de mecanismo de alarme junto do respectivo director-geral";
  • Nesse mesmo dia, é divulgada uma nota do MF em que se refere que "de acordo com as informações prestadas pela Autoridade Tributária, a referida lista não existe";
  • A 7/3/2015, questões dos deputados ao Governo ficam sem resposta. É o caso daquela que se prende com o período em que o PM auferiu as remunerações a que respeitam os 2880 euros de contribuições pagos pelo antigo consultor e administrador da Tecnoforma. Também sem resposta ficou a questão (do PS) acerca do escalão de remuneração sobre o qual incidiu a taxa (de 25,4%) para cálculo das contribuições a pagar, para quem é que o PM trabalhou a recibos verdes, e em que períodos, entre 1999 e 2004 e em que datas, é que questionou a Segurança Social sobre a sua situação. Sobre estas datas referiu apenas "Novembro de 2012" e "Fevereiro de 2015" sem indicar os dias;
  • No mesmo dia, o STI informa que pediu à PGR para esclarecer se os funcionários têm limitações na consulta de informações fiscais dos contribuintes, dado que já 140 processos levantados a funcionários;
  • A 8/3/2015, a lista VIP é assunto de comentário de Marcelo Rebelo de Sousa. O STI refere que a maioria dos processos não se prende com dados de PM, mas com dados de empresas inspeccionadas e respectivos sócios, pessoas ligadas ao sistema financeiro e empresários mediáticos;
  • A 11/3/2015, é conhecida parte da gravação da acção de formação realizada a 20/1/2015 (Sic Noticias);
  • A 11/3/2015, o debate quinzenal é centrado nas dívidas do PM à Segurança Social. O PM nega a existência dessa lista. "Já é público que a AT desmentiu essas notícias" e "não há nenhuma bolsa VlP". "É esta a informação que foi prestada pela AT", acrescentou o PM. "Quanto à existência de processas disciplinares, sei aquilo que já expliquei: no que respeita a mim próprio, nunca agi pedindo à AT a instauração de qualquer processo disciplinar ou de averiguação", assinalou. "Sempre que apareceram notícias públicas foi por aí que tive conhecimento de que havia profissionais da AT que consultavam o meu processo, e fiquei a saber que não era só o meu caso", afiançou. "Os termos com que a AT procura averiguar internamente sobre a forma como cada funcionário actua é matéria da AT", e "foi desmentido que existisse qualquer bolsa VIP";
  • A 12/3/2015, a Visão divulga os "segredos da Bolsa VIP". A reportagem relata o que sucedeu naquela acção de formação: Após as polémicas referências, gerou-se no auditório um burburinho enorme, "as pessoas ficaram alvoraçadas". A sessão terminou sem direito a perguntas e respostas. "No final, questionei-o sobre o assunto e expliquei que, além de tudo, aquilo era impraticável nos serviços. A resposta veio com pormenores: "Vítor Lourenço disse que a Bolsa VIP estava feita. (...). Agora imagine qual não foi o meu espanto quando o Ministério das Finanças veio dizer que a lista não existia", refere este elemento da direcção distrital de finanças de Portalegre e dirigente sindical (Visão). Na mesma reportagem, é referido que numa reunião ocorrida há meses com o diretor-geral da AT, os representantes do STI ficaram com a ideia de que António Brigas Afonso estaria à margem do processo. "Expusemos a questão e ele não pareceu nada familiarizado com ela. Falou muito do Manual de Combate à Corrupção";
  • Na referida reportagem, é referido que "A Secretaria de Estado [dos Assuntos Fiscais] nunca deu qualquer instrução para a constituição de qualquer lista. Acresce que, de acordo com informações que já foram prestadas publicamente pela AT, não existe qualquer lista cujo acesso dos funcionários seja limitado», esclareceu a tutela à VISÃO alegando desconhecer as referéncias a uma "Bolsa VIP" em sessões da AT;
  • Nesse mesmo dia, o diretor-geral emitiu uma nota lacónica, para desmentir apenas que "tenha recebido qualquer tipo de lista do senhor SEAF";
  • Vários órgãos de comunicação social ecoam o noticiado (TVI, Sic, RTP, etc.). O tema é debatido, no frente a frente da Sic Notícias, entre Carlos Zorrinho e José Eduardo Martins, no programa "Quadratura do Círculo", onde António Lobo Xavier, militante do CDS diz: "Eu perguntei ao secretário de Estado, que é uma pessoa em quem confio, que nunca me mentiu nem acredito que me minta, se alguma vez tinha dado uma instrução ou uma lista para estes efeitos. Negou-me. Eu confio nesta declaração. Mas se o sindicato realmente demonstrar que isto não foi assim, eu fico perturbado (...)";
  • A 12/3/2015, Paulo Núndo negou o envio de uma alegada "lista VIP" de contribuintes à AT. A 13/3/2015, Ana Gomes diz mesmo que os criminosos estão a tomar conta do Fisco e exige por isso uma auditoria da PGR. O tema é assunto de debate televisivo. Manuela Ferreira leite comenta a Lista VIP (TVI). O presidente do STI diz que a lista VIP foi entregue pelo SEAF (RTP). Ferro Rodrigues diz que a lista VIP é política e Francisco Louçã comenta o assunto (Sic Notícias). Os comentários são repetidos hora a hora;
  • No mesmo dia, é noticiado que o STI recorreu a 6/3/2015 ao Provedor de Justiça em que pede que se pronuncie sobre "os limites de acesso às consultas das aplicações informáticas" da AT (Público). E o presidente do STI refere que Paulo Núncio teria feito chegar, em 2014, à direcção de segurança informática da AT uma lista de contribuintes "mediáticos, da área política, financeira e económica";
  • Nesse mesmo dia, vice-presidente do PSD Marco António Costa sugeriu que Fisco fizesse uma averiguação para apurar os factos: "Uma averiguação para saber se é verdade ou não" e, sendo mentira, para haver "consequências" para o caso do chefe de divisão do Fisco que admitiu a existência da lista. "Espero que haja uma lista VIP mas dos 10 milhões de contribuintes";
  • A 14/3/2015, o STI desenvolve a ideia de que foi Paulo Núncio quem entregou a lista, e que tudo começara em novembro de 2014. Segundo Paulo Ralha, houve duas fases no processo. Quando o caso Tecnoforma, que envolvia o nome de Passos Coelho, estava "em alta" na comunicação social, surgiu a lista, que terá sido entregue em outubro ou novembro de 2014 por Paulo Núncio à direção de segurança informática do Fisco. O presidente do STI situa a 20 de janeiro de 2015 a ordem direta para implementar um filtro que colocaria sob um resguardo maior politicos e banqueiros;
  • Nesse mesmo dia, nas jornadas parlamentares do PS, Ferro Rodrigues afirma querer "saber exatamente o que se passa com a chamada bolsa de contribuintes VIP". "O PM respondeu-me que [a lista] não existia, mas resguardou-se num comunicado das Finanças e dos responsáveis administrativos. Agora, há um dirigente sindical a dizer que existe e que foi entregue pelo SEAF. Nesse mesmo dia, António Costa afirma: "O Governo tem de ir ao Parlamento e explicar muito bem se há ou não há - e que critérios terão sido eventualmente estabelecidos - contribuintes VIP com tratamento especial da nossa administração fiscal";
  • A 15/3/2015, torna-se público que foram milhares as consultas aos rendimentos e património dos famosos durante os últimos anos por funcionários dos impostos no exercício da sua atividade. Destas consultas, pouco mais de uma centena deram origem notificações para abertura de processo disciplinar (CM). E que, segundo o STI, "a maior parte das notificações sobre acesso indevido tinha que ver com personalidades da área política ou económica relacionadas com o Grupo BES”;
  • Nesse mesmo dia, dirigentes do STI e da APIT voltam a considerar insuficiente a resposta da AT sobre o assunto. "Enquanto se mantiver esta situação, sem respostas claras do diretor-geral da AT (...) é óbvio que o fantasma vai continuar a pairar e a condicionar os funcionários" (JN). Na mesma notícia, José Maria Pires é dado como sendo "próximo do CDS de Paulo Portas e Paulo Núncio" (JN);
  • Nesse mesmo dia, Marcelo Rebelo de Sousa aborda o tema no seu espaço televisivo;
  • A 16/3/2015, o SEAF reage dizendo que não fazia sentido abrir uma investigação à existência de lista porque não existe (Observador, citado pelo Expresso);
  • Nesse mesmo dia, Paulo Núncio refere que Brigas Afonso lhe transmitiu terem havido propostas e procedimentos internos nessa matéria, mas garante que Governo não sancionou a lista. Brigas Afonso virá confirmar esta indicação (AR);
  • Nesse mesmo dia, uma nota do Ministério das Finanças refere que, "tendo em conta notícias vindas recentemente a público, o Ministério das Finanças comunica que solicitou hoje à IGF a abertura de um inquérito sobre a alegada existência de uma lista de contribuintes na AT, cujo acesso seria alegadamente restrito". Segundo as Finanças, este inquérito "destina-se a realizar o apuramento de todos os factos relativos a este assunto";
  • A 18/3/2015, Brigas Afonso põr o lugar à disposição e SEAF aceita a sua demissão. Na carta que envia refere que o fez para defender a AT;
  • Nesse mesmo dia, o SEAF informa que foi por sua iniciativa que abriu uma investigação, enquanto a PGR colige informação para determinar se abre inquérito crime;
  • A 19/3/2015, demite-se o subdirector-geral José Maria Pires. Na carta de despedida aos funcionários, José Maria Pires admitiu que, perante a constatação de um aumento significativo de consultas de dados fiscais sigilosos, deu luz verde a "um sistema que actuasse de forma prévia à efectiva violação";
  • A 19/3/2015, torna-se público que fontes do Governo apontam que a lista VIP de contribuintes terá sido criada por José Maria Pires e a medida foi aprovada pelo SEAF.
Depois disto, há alguém que ainda pode ter coragem de dizer que o SEAF não sabia de nada e que só o soube a 16/3/2015?

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Verylight 96

Este post foi publicado no Blog Tertúlia Benfiquista pelo blogger Gwaihir em 12 de Fevereiro de 2015.

http://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/momentos-de-ridicularidade-de-1333821


Momentos de ridicularidade, de estupidismo e de hipocrisidez.

download (1).jpgsporting-benfica-frases-pirotecnia-artur-moraes.pn
O Sportém, agremiação que muito faz pelo humor neste país e que é presidida por um antigo membro de uma claque (e que se continua a comportar como lá estivesse no meio) - legalizada e apoiada oficialmente pela direcção do Sportém, que incendiou parte do Estádio da Luz, que se comportou como gado bovino com o cio durante os minutos de silêncio em honra do Bento, do Eusébio e do Coluna, e que todas as semanas mostra faixas ordinárias, que apelam à violência e descem à mais baixa condição humana (e que sim, brincam com a vida humana, já que agora se fala muito nisto) - resolveu cortar as relações com o clube que norteia as suas vidas (o que demonstra no mínimo ingratidão) por este não repudiar uma faixa (também ela ordinária) exibida por meia dúzia de adeptos parvos do Benfica, de forma individual, sem o patrocínio do Benfica, e que não representam, decididamente, os seus adeptos. Isto nem sequer é ironia e, decididamente, não é fina. É hipocrisia, e da grossa.

Esta estratégia de vitimização hipócrita e manipulação da imprensa desportiva amestrada por parte da lagartagem tem sido ao longo dos anos a principal estratégia para a abordagem a, bom, basicamente, quase tudo. É de uma “ridicularidade” que nem o Presidente da Liga dos Bombeiros (que queimou as finanças municipais de Vila Nova de Poiares - e isto sim, é fina ironia) consegue atestar. O Presidente da Liga dos Bombeiros e Vice-Presidente do Sportém, esse exemplo vivo de coerência que, como bom bombeiro, condenou veementemente o incêndio causado por adeptos do Sportém no Estádio da Luz. Ah, esperem, dizem-me que afinal não...

Podia vir aqui falar dos pirómanos instigados pela direcção da lagartagem que colocaram gente e a estrutura de um estádio (construído sem favores da banca nem esmolas da Câmara) em perigo (pode-se considerar isto também tentativa de homicídio, Parvalho?), dos castigos e multas que isso nem sequer gerou, da factura desses estragos que está por pagar, dos depósitos canhestros em contas de fiscais de linha para incriminar outros, das faixas repugnantes a ofender o Eusébio depois da sua morte, da extrema elegância das publicações no twitter oficial da lagartagem (em provocações sistemáticas ao Benfica, e a responder - porra, é incrível, isto - a adeptos individuais do Benfica), das declarações sistemáticas e ordinárias do Burro Parvalho sobre o Benfica, do vandalismo a estabelecimentos comerciais de árbitros que resolvem arbitrar sem favores ao Sportém, do vandalismo e destruição de murais e a estátuas alusivas ao Benfica (tanto em residências particulares, como em Casas do Benfica), da proibição do uso de cachecóis do Benfica no alvalixo sem ser na zona destinada às claques (desafio-vos a dizer que alguma vez viram isso no Estádio da Luz), das agressões a adeptos com símbolos do Benfica no alvalixo com a conivência dos seguranças (desafio-vos a dizer que alguma vez viram isso no Estádio da Luz), das t-shirts ordinárias da claque da lagartagem que estiveram na génese deste escalar de palhaçada. Podia, mas não tenho tempo, percebem? Porque material, ui, disso há muito. Não estou para isso, a hipocrisia é de difícil cura, e os lagartos estão em fase terminal, muito para além de ajuda médica.

É de uma bizarra desonestidade intelectual pensar que se pode continuar a invocar um incidente trágico de 1996 – praticado por um indivíduo que não se pode confundir com a massa adepta do Benfica ou com o Benfica - para desculpar toda o festival de produto intestinal que a lagartagem faz a toda a santa hora. Ou que se pode vomitar agora que “não têm moral para falar” porque um palhaço resolveu lançar petardos no jogo de Domingo. É como argumentar, por exemplo, que os tibetanos não têm moral para se queixar das agressões da República Popular da China porque houve um tibetano que uma vez deu um tiro num chinês. Percebem o quanto esta linha de raciocínio é ridícula? Não fui eu, não foi a massa adepta do Benfica, nem foi o Benfica que lançaram o very light em 96 ou que lançaram petardos no Domingo, e dizer que não temos moral para falar e denunciar os comportamentos imbecis do Parvalho e discípulos por causa disso é não perceber nada, é confundir tudo, é ser estúpido.
É estúpido confundir a filhadaputice oficial e ratificada pela direcção de um clube na recepção a outro – as ameaças a quem tenciona ir para a tribuna do alvalixo, a omissão do 11 do Benfica, o “hino” (slb slb sblb fds slb) do Sportém, a palhaçada do “visitante”, a ordinarice do speaker, as faixas das claques legalizadas a ofender o Eusébio e adeptos falecidos do Benfica, e a desejar a morte aos demais - com a bestialidade de animais que não têm lugar dentro de um estádio de futebol. Bestialidade essa que é semelhante à de animais que começam a incendiar estádios, instigados, aí sim, por elementos da direcção de um clube que deviam ser responsabilizados.
Não fui eu nem foi o Benfica que atiraram petardos, foram idiotas a título individual. Mas é o Sportém que apoia oficialmente as suas claques e foi a direcção do Sportém que promoveu a inacreditável recepção de Domingo, foi a direcção do Sportém que foi moralmente responsável pelo incêndio no Estádio da Luz (pela mão do Cristóvão dos depósitos de 2.000 euros), foi a direcção do Sportém que nunca repudiou esse incidente, foi a direcção do Sportém (que é quase a mesma coisa que uma claque) que não repudiou nunca faixas ofensivas sobre a morte do Eusébio, foi a direcção do Sportém que nunca repudiou faixas ofensivas sobre a morte de adeptos do Benfica.

Moral? Enganam-se, não têm moral nenhuma para invocar rigorosamente nada. Nunca tiveram, desde os tempos de clube do regime no Estado Novo (ao invés da ideia que hipocritamente tentam fazer passar há anos pela comunicaçao social amestrada), dos dirigentes que acumulavam cargos no Sportém e na PIDE/DGS, passando pelos tempos em que tentaram fazer acordos com o porto para acabar com o Benfica. Nem nunca hão-de ter, porque nasceram tortos e nunca se endireitaram. Por isso, pseudo-lições de moral vindas de quem vem, não as aceito. Não as aceito e devolvo-as, com a dignidade tranquila de quem vive em função de um caminho próprio e de quem sabe o que é justo, seja ao minuto 92, ao minuto 94 ou pela eternidade fora.
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) às 15:50

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Je suis Charlie



A capa do Diário de Noticias de hoje, embora perceba a ideia expressa pelo cartoon espero que o caminho não seja esse,a analogia falha porque nenhuma arvore sobreviveria a um golpe destes, prefiro o You can´t stop de music

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

sábado, 29 de novembro de 2014

Fabrica-os

Este post foi publicado no blog portugal contemporâneo em 15 de Novembro de 2014 pelo blogger Pedro Arroja.


http://portugalcontemporaneo.blogspot.pt/2014/11/a-dgs-fabrica-os-por.html

fabrica-os


A DGS fabrica-os
Por. Pedro Arroja

A saúde é, dentre todos os sectores de actividade económica, provavelmente aquele que mais potencial tem para a oferta criar a sua própria procura. Compreende-se que um médico de clínica privada e pouco escrupuloso, e que precise de mudar de carro, mande os seus doentes virem de novo à consulta na próxima semana, quando a consulta é perfeitamente dispensável. Mais difícil é compreender, e ganha foros de escândalo público, quando este comportamento é induzido pelo Ministério da Saúde e se torna um comportamento de massa.

Até há duas semanas o ébola era uma ameaça iminente para a saúde dos portugueses com os responsáveis políticos na área da saúde a falarem constantemente para a imprensa a propósito dos perigos do ébola, mesmo se não existe nenhum caso registado da doença em Portugal.

A saúde é o bem mais valioso que há - dizem os portugueses -, e é, portanto, natural que as pessoas sejam particularmente sensíveis aos riscos sobre  a sua saúde. Existem depois os hipocondríacos, sempre prontos a juntar mais uma doença às muitas  que já possuem. Em vista do alarme social, não é difícil, pois, imaginar a quantidade de pessoas que acorreram aos centros de saúde e aos hospitais para despistar o ébola.

De repente, porém,  o ébola deixou de ser um perigo para a saúde dos portugueses, porque apareceu outro mais credivel – a legionella. A forma como o surto de legionella  foi comunicado desde o início revestiu, mais uma vez, a forma de alarme público. Os jornais fizeram primeiras páginas e o tema foi abertura de telejornais com o Director-Geral de Saúde, Dr. Francisco George, com aquelas suas barbas de revolucionário dos anos 60, a tornar-se uma figura familiar em nossas casas ao almoço e ao jantar.



O surto teve origem em Vila Franca de Xira mas podia estar a afectar Lisboa também. Os primeiros sintomas eram vagos, tosse e febre ligeira. Especulou-se sobre as causas (equipamentos de ar condicionado, rede pública de água, etc.) sem as identificar. Falou-se em mortos, mesmo se o primeiro caso  - e, ao que parece, alguns dos seguintes – era o de um homem de 59 anos que já sofria de graves problemas do aparelho respiratório e em que, portanto, a legionella, pode ter sido um factor - até o factor catastrófico -, da sua morte, mas dificilmente a sua causa (um outro caso envolve uma pessoa de 86 anos em idênticas cisrcunstâncias). Deram-se conselhos que faziam pouco sentido para a população, como o de não ser recomendável tomar duche, mas quanto à água da rede pública, essa podia beber-se à vontade.

Numa altura do ano em que a tosse e a febre ligeira são comuns, não terão sido poucos os milhares de portugueses que terão acorrido aos hospitais e aos centros de saúde para despistar a legionella. E as autoridades de saúde, com o Dr. Francisco George sempre em primeiro plano, apareciam como os protectores da população, assegurando que estavam a trabalhar no sentido de resolver a situação. Primeiro causaram alarme e medo, depois apresentavam-se com a mensagem implícita: “Estejam tranquilos, que nós estamos aqui para vos proteger”. Nada de mais eficaz para tornar os portugueses dependentes deles.

Governar é também proteger a comunidade. Mas o Dr. Francisco George e o aparato político da saúde não são verdadeiros protectores. São falsos protectores. Verdadeiros protectores teriam tomado as medidas preventivas necessárias para que o surto de legionella nunca surgisse,em Vila Franca de Xira ou em qualquer outro ponto do país. E ainda que o surto surgisse, teriam  enviado para o local, rapidamente e em força, equipas de técnicos a fim de identificar as causas e pôr-lhes cobro, e só  depois teriam  comunicado o assunto à população: “ Houve um surto de legionella em Vila Franca de Xira. As causas foram tais e tais e já estão debeladas”. Esta seria uma mensagem tranquilizadora. Pelo contrário, a mensagem que passaram foi de alarme com a própria Direcção Geral de Saúde (DGS) às aranhas sem saber o que fazer e quais eram as causas do problema.

Como se tudo isto não bastasse, na mesma semana foi publicado pelo Observatório Nacional da Diabetes, um organismo que funciona junto da DGS, um relatório sobre esta doença. Existe mais de um milhão de portugueses que têm diabetes (um número que, diz o relatório, só devia ser atingido em 2025, mas que já foi atingido agora – prevê-se agora que o número duplique em 2025). Mas deste milhão, 400 mil não sabem que têm a doença.

Esta é de cabo de esquadra: 400 mil portugueses são diabéticos, mas não sabem que têm a doença. Admitindo que eu sou um desses, então eu não sei que tenho diabetes, mas os técnicos de saúde sabem? Que milagre é esse que lhes revela a verdade a eles e a esconde de mim, que sou o principal interessado?

Para mandar os portugueses em massa para os hospitais e os centros de saúde despistar a diabetes não existe mensagem mais eficaz. Ainda por cima quando o relatório afirma que 40% da população portuguesa – quase metade dos portugueses – têm diabetes ou estão a desenvolver a doença, esta última situação conhecida por “pré-diabetes”, uma doença antes da própria doença, um caso de “antes de ser já o era”.

Apesar de alguns estrangulamentos pontuais, existe excesso de capacidade nos serviços de saúde, tal como existe excesso de escolas e excesso de autoestradas no país - existe excesso de tudo no país, excepto dinheiro. A prova é que não têm cessado de fechar hospitais um pouco por todo o lado. É preciso dar trabalho a este pessoal e equipamentos excedentários. E se não existem utentes do SNS em quantidade suficiente, a DGS fabrica-os. É isso que ela tem andado a fazer.  

(in Vida Económica, 14 de Novembro de 2014)
Posted by Pedro Arroja at 15:48


terça-feira, 28 de outubro de 2014

Namora uma rapariga que lê

Este texto foi publicado no Blog No vazio da onda em 27 de Abril de 2011, Texto de Rosemary Urquico, encontrado no blogue de Cynthia Grow. Tradução “informal” de Carla Maia de Almeida para celebrar o Dia Mundial do Livro, 23 de Abril.)
[retirado do Blog O jardim Assombrado]



Namora uma rapariga que lê. Namora uma rapariga que gaste o dinheiro dela em livros, em vez de roupas. Ela tem problemas de arrumação porque tem demasiados livros. Namora uma rapariga que tenha uma lista de livros que quer ler, que tenha um cartão da biblioteca desde os doze anos.
Encontra uma rapariga que lê. Vais saber que é ela, porque anda sempre com um livro por ler dentro da mala. É aquela que percorre amorosamente as estantes da livraria, aquela que dá um grito imperceptível ao encontrar o livro que queria. Vês aquela miúda com ar estranho, cheirando as páginas de um livro velho, numa loja de livros em segunda mão? É a leitora. Nunca resistem a cheirar as páginas, especialmente quando ficam amarelas.
Ela é a rapariga que lê enquanto espera no café ao fundo da rua. Se espreitares a chávena, vês que a espuma do leite ainda paira por cima, porque ela já está absorta. Perdida num mundo feito pelo autor. Senta-te. Ela pode ver-te de relance, porque a maior parte das raparigas que lêem não gostam de ser interrompidas. Pergunta-lhe se está a gostar do livro.
Oferece-lhe outra chávena de café com leite.
Diz-lhe o que realmente pensas do Murakami. Descobre se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entende que, se ela disser ter percebido oUlisses de James Joyce, é só para soar inteligente. Pergunta-lhe se gosta da Alice ou se gostaria de ser a Alice.
É fácil namorar com uma rapariga que lê. Oferece-lhe livros no dia de anos, no Natal e em datas de aniversários. Oferece-lhe palavras como presente, em poemas, em canções. Oferece-lhe Neruda, Pound, Sexton, cummings. Deixa-a saber que tu percebes que as palavras são amor. Percebe que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade – mas, caramba, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco com o seu livro favorito. Se ela conseguir, a culpa não será tua.
Ela tem de arriscar, de alguma maneira.
Mente-lhe. Se ela compreender a sintaxe, vai perceber a tua necessidade de mentir. Atrás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. Nunca será o fim do mundo.
Desilude-a. Porque uma rapariga que lê compreende que falhar conduz sempre ao clímax. Porque essas raparigas sabem que todas as coisas chegam ao fim. Que podes sempre escrever uma sequela. Que podes começar outra vez e outra vez e continuar a ser o herói. Que na vida é suposto existir um vilão ou dois.
Porquê assustares-te com tudo o que não és? As raparigas que lêem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Excepto na saga Crepúsculo.
Se encontrares uma rapariga que leia, mantém-na perto de ti. Quando a vires acordada às duas da manhã, a chorar e a apertar um livro contra o peito, faz-lhe uma chávena de chá e abraça-a. Podes perdê-la por um par de horas, mas ela volta para ti. Falará como se as personagens do livro fossem reais, porque são mesmo, durante algum tempo.
Vais declarar-te num balão de ar quente. Ou durante um concerto de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Pelo Skype.
Vais sorrir tanto que te perguntarás por que é que o teu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Juntos, vão escrever a história das vossas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos ainda mais estranhos. Ela vai apresentar os vossos filhos ao Gato do Chapéu e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos da vossa velhice e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto tu sacodes a neve das tuas botas.
Namora uma rapariga que lê, porque tu mereces. Mereces uma rapariga que te pode dar a vida mais colorida que consegues imaginar. Se só lhe podes oferecer monotonia, horas requentadas e propostas mal cozinhadas, estás melhor sozinho. Mas se queres o mundo e os mundos que estão para além do mundo, então, namora uma rapariga que lê.
Ou, melhor ainda, namora uma rapariga que escreve.”
(Texto de Rosemary Urquico, encontrado no blogue de Cynthia Grow. Tradução “informal” de Carla Maia de Almeida para celebrar o Dia Mundial do Livro, 23 de Abril.)
[retirado daqui]

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Lionel Messi

Este post foi publicado no Blog FiveThirtyEightSports pelo Bloger Benjamin Morris em 1 de Julho de 2014.



http://fivethirtyeight.com/features/lionel-messi-is-impossible/



In their Group F World Cup match late last month, Argentina and Iran were still deadlocked after 90 minutes. With the game in stoppage time and the score tied at 0-0, Lionel Messi took the ball near the right corner of the penalty area, held it for a moment, then broke left, found his seam, took his strike and curled it in from 29 yards. What was going to be a draw was now a win, and Messi had put Argentina into the Round of 16.

(este não é o video original publicado, o video colocado por Benjamin Morris está inacessível para os leitores portugueses, mas este é golo que ele fala no 1.º paragrafo) 


It was the sort of play that inspired the phrase “Messi magic.” But for those who only watch soccer when the World Cup rolls around, this was probably only the second (or at most third) goal they’d seen from the little man they call La Pulga (“The Flea”). Despite having 407 career goals in club and international play (including a record 91 in 2012 alone) and a record four Ballon d’Or (World Player of the Year) awards, until this year’s tournament, Messi hadn’t scored in a World Cup match since 2006.
Since scoring an eerily familiar goal in the 2007 Copa Del Rey, Messi has constantly been compared to Argentine great and his former national team coach Diego Maradona. Despite his young age — he turned 27 on June 24 — Messi has taken substantial criticism in Argentina and elsewhere for failing to engineer a World Cup run like that of the man with the “Hand of God.”
To Argentina devotees, it probably doesn’t help that during Messi’s tenure at FC Barcelona the club team has won two FIFA Club World Cups to go with six La Liga and three UEFA (All-European) championships.
Perhaps this year will be different. Messi is finally having the kind of World Cup expected of him. He has scored in every game so far (four goals overall), including one on a beautiful free kick against Nigeria and the aforementioned game-winner against Iran. As of this writing, FiveThirtyEight gives Messi and his compatriots a 16 percent chance of winning the tournament — second only to host nation Brazil.
Even though national teams are patchwork and only play together for a handful of games each year, how Messi plays with Argentina relates to what is ultimately a fair criticism of his success: Most of it has come for FC Barcelona, a free-spending virtual all-star squad, packed with many of the world’s best players.1
As the primary striker for such a juggernaut, it can be hard to detangleMessi’s goal-scoring prowess from Barcelona’s general offensive dominance. And the 2013-14 season hasn’t helped: Battling minor injuries and facing competition for touches from superstar arrival Neymar, Messi’s most recent season was slightly below par by his standards, yet Barca finished second in La Liga. (And in the seven games Messi missed, they went 6-1.) He still scored 41 goals, but that total was less than the 60 he scored the year before, and fewer than the 51 that rival Cristiano Ronaldo of Real Madrid scored en route to capturing the Ballon d’Or.
I think this criticism is fair — and I found it intriguing enough to look into the matter myself. So I gathered and organized data, crunched it, re-crunched it, and gathered more data2 and crunched it some more.
And that’s just the stuff that made it into this article. I arrived at a conclusion that I wasn’t really expecting or prepared for: Lionel Messi is impossible.
It’s not possible to shoot more efficiently from outside the penalty area than many players shoot inside it. It’s not possible to lead the world in weak-kick goals and long-range goals. It’s not possible to score on unassisted plays as well as the best players in the world score on assisted ones. It’s not possible to lead the world’s forwards both in taking on defenders and in dishing the ball to others. And it’s certainly not possible to do most of these things by insanely wide margins.
But Messi does all of this and more.

SCORING

I think it’s fair to say that goals mean more in soccer than points do in most sports. And Messi scores a lot of them. Since the end of the 2010 World Cup, Messi has been responsible for 291 goals and assists in the 201 of his games in club and national team play tracked by the sports analytics company Opta. How does that compare with other soccer stars across top leagues around the world? (The Opta data set includes 16,574 players and 24,904 games in both league and international play since the end of the 2010 World Cup.)
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Coming in just behind Messi with 289 goals and assists since the 2010 World Cup is Cristiano Ronaldo, Messi’s rival from Real Madrid. When it comes to scoring, these two aren’t just on top of the pile, they’re hang-gliding somewhere way above it. Messi and Ronaldo have been compared to each other so often by sports media and fans alike that it almost feels trite to compare them again, but it can’t be helped. If we want to compare Messi to all players with a remotely similar volume of production, we’re left with Ronaldo.
Now let’s leave assists aside for a second (much more on them later), and concentrate on Messi’s shooting. Like Ronaldo, he has an enormous number of goals, but also takes an enormous number of shots. If this were basketball, we might expect a negative (or at least decelerating) relationship between shot volume and shot efficiency — the more shots a player takes the less efficient he is.3 But it turns out this isn’t really the case in soccer: More efficient shooters tend to take more shots. Despite this, Messi is still a trend-breaker:4
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Of the 866 players who qualified for that plot — by playing in 50-plus games and averaging at least one shot attempt per game — Messi is the ninth-most efficient shooter overall (Ronaldo is 173rd), and he’s by far the most efficient of anyone with a similar shot volume. The highest-volume shooter who is more efficient is Mario Gomez, the former Bayern Munich striker, who takes about two-thirds as many shots as Messi.
But in soccer, unlike in basketball, shooting efficiency isn’t the the single most important stat. Since the value of a possession in soccer is much lower, so is the cost of missing a shot (and missed shots often have good outcomes as well). That said, quality shot opportunities in soccer are still a limited resource, so making the most of them is important.
To generalize a bit, some of the value a shooter provides comes from taking more and better shots (e.g. taking them closer to the goal, at a better angle, amid fewer defenders, etc.), and some of it comes from putting in those shots more often. For example, Messi’s typical regular (non-set piece) shot comes from 14.9 yards out, while Ronaldo’s average shot comes from 20.1 yards out. ESPN/TruMedia has a model for estimating the chances of a player making each shot he takes based on type and location (this metric is known as expected goals). The difference between a player’s actual goals and his expected goals is called “goals above average” (or GAA). Because Messi takes shots that are more likely to go in, his average attempt has an expectation of .182 goals, while the average Ronaldo shot has an expectation of .124 goals — so we would expect Messi’s shooting to be more efficient based on that alone. However, Messi has also exceeded that expectation by a greater amount than Ronaldo has. Messi scored .220 goals per shot attempt for .038 GAA per goal. Ronaldo scored .139 goals per attempt, so he had .015 GAA per goal.
Here’s a comparison of the top 20 shot-takers overall (regular shots in all games since the 2010 World Cup):
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morris-feature-messi-pitch-graphicIn this group, Messi both takes the best shots and does the most with those attempts.
If we break this down using shot-location data, it’s clear that Messi is highly efficient across a wide range of distances.
The percentage of shots Messi makes from outside the penalty area is absolutely stunning. He scores almost as often per shot from outside the penalty area (12.1 percent) as most players do inside it (13.1 percent).
Of 8,335 players in our dataset who have taken at least one shot from outside the box, only 1,835 have scored from that distance at any point. There are 47 players with 50 or more attempts from outside the box without a single goal, and about 500 with at least 20 attempts and no goals. Messi leads the world with 21 goals from outside the penalty area, on just 173 shot attempts.
morris-feature-messi-3Ronaldo takes more than twice as many shots from this distance, but still has fewer goals overall. Messi, meanwhile, scores at a remarkable rate. Adjusting for shot quality with the GAA model, Messi is running 12.6 goals above expectation (based on shot-by-shot expectation, not the trend line in the chart). Ronaldo, with more than twice as many shots, ran just 5.5 goals above expectation, and no one but Messi is higher than 7.5 goals.
The 21st of those outside-the-penalty-area goals was Messi’s extra-time winner against Iran, which came from 29 yards out (33 yards to where it went in). That goal was quintessential Messi: He got the ball on the right side of the field, held it for a few seconds, broke to the middle and — in heavy traffic — swerved it in on off his left foot. Plus he did it all without an assist.

UNASSISTED SHOOTING

Despite dishing a large number of assists (more on that to come), Messi sometimes gets called “selfish.” But maybe he isn’t selfish enough.
About 44 percent of Messi’s “open” (non-set piece) shots are “individual plays,” taken without an assist.5 This is lower than the 46 percent of unassisted shots for players overall, but Messi scores on these shots more than 23 percent of the time, compared to all players’ 5 percent. Additionally, he gains .089 goals above average on each unassisted shot. Ronaldo gains .023, and the average player is slightly negative at -.004 GAA.
Let’s look at how Messi’s assisted shooting compares to other players with 100 or more shots both assisted and unassisted6:
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Somehow, Messi has done even better when taking it on his own than when somebody sets him up. Moreover, on unassisted shots he shoots nearly 10 percent and .044 GAA better than the next best player (Sergio Aguero for Manchester City) does, despite taking the fourth-most such shots of the 28 players in the group.
To be clear, you could probably choose any skills for your axes and produce a similar graph. Messi can shoot it just about any which way. Here are some miscellaneous shooting stats he’s accrued at Barcelona:
  • Messi loves his left foot, shooting with it 78 percent of the time, and scoring 23 percent. But don’t sleep on his right foot: When he uses it, he scores 23 percent of the time. He shoots slightly below average on (a limited number of) headers (10 percent vs. 13 percent).
  • About 8 percent of his shots are “weak” kicks (compared to 6 percent for all players in the data set), but he makes 27 percent of them, and does so more often than we’d expect. He has an average GAA of .026 on those kicks (all players: 5 percent shooting on weak kicks with -.055 GAA). Only 5 percent of his kicks are “strong” ones (compared to 8 percent for all players), but those kicks score 36 percent of the time, and have .251 GAA each! All players have scored on 11 percent of their “strong kick” shots and have an average .051 GAA per shot.
  • About 12 percent of his shots have “swerve” on them (compared to 10 percent for all players); 31 percent of those swervy kicks score, for a huge .202 GAA (all players: 8 percent, .020 GAA).
  • On direct free kicks (like the one he scored on against Nigeria), Messi has scored about 8 percent of the time (compared to all players’ 5 percent), with .021 GAA per shot (Ronaldo has scored on 7 percent with an identical .021 GAA).7
  • Messi has scored on 86 percent of his penalty kicks, versus an average of 77 percent for all players. But put one check-mark in Ronaldo’s column, as he has scored on 93 percent of his penalty attempts. Since both are the primary PK-takers for both their club and national teams, this difference — if it held up in the long run —  would be worth about three-quarters of a goal per year.
To make all those unassisted shots possible, Messi has to take on a lot of defenders one on one. There’s a stat for that, and in my view it’s one of the most revealing, reflecting both Messi’s skill and style, and the relationship between the two. Of all forwards in our data set who’ve played 100-plus games, he “takes on” defenders the most, and he’s the most successful at it.
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The only forward who takes on defenders nearly as aggressively as Messi is Luis Suarez, the Uruguayan striker for Liverpool who is perhaps too aggressive for his own good (ahem). Suarez is successful less than 35 percent of the time.
This may help explain how Messi gets so many better shots, and why his “unassisted” shots are so good. It also points to the main stylistic difference between Messi and Ronaldo: Ronaldo takes more mid-range shots but misses a lot of them; Messi tries to beat a lot more defenders, loses sometimes, and then makes up for it (and then some) by having better assisting and shooting opportunities as a result. That’s not to say one approach is better than the other, but note that it means that the observed shooting gap between them is at least somewhat exaggerated. While Messi appears to shoot much more efficiently, that’s partly because he loses the ball more during failed take-on attempts, while Ronaldo loses it more because of missed shots. Only the second of those is accounted for in shooting stats. (I’ll get more into how we can account for loss of possession in the touch-by-touch analysis later.)

PASSING AND ASSISTS

From the above, you might think Messi is a selfish player. Or you might assume that if Messi is so good at shooting, he’d focus on it to the exclusion of other skills. But, in true Wayne Gretzky-eque fashion, Messi is also one of the top assisters in our data set. Once again, that makes him a crazy outlier: No one else (aside from, yes, Ronaldo) even comes close to his combination of goals scored versus goals dished.
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Not only is Messi the top game-by-game goal-scorer of the last four years, he’s the third-most productive distributor of assists, despite being the primary scorer on his own team! Only Mesut Ozil and Franck Ribery8 earned more assists than Messi, and Ozil did it on Real Madrid9 — setting up Cristiano Ronaldo.
But how does he do it? The biggest obstacle to evaluating Messi’s passing ability is accounting for the fact that he plays for the most pass-happy team in the world. Watching Barcelona can be a bit like watching a playground game of keep away. Barcelona’s players are infamous for their “tiki-taka” style of play, which relies on an enormous amount of short, high percentage passing.  Above all else, they try to maintain possession of the ball until a chance opens up. This sounds like a great strategy, but there’s a reason it isn’t employed universally: To make it work, a team has to be stocked with amazing passers, and it has to have strikers capable of creating chances against set defenses.10
Messi is both of those things. And what’s more, his passing profile is nothing like the other Barcelona forwards, who typically send 72 percent of their passes back or square. Messi is far more likely to try to advance the ball toward the goal, and far more likely to succeed:

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Messi makes more passes than the other forwards, with a higher percentage of those passes trying to advance the ball toward the goal, and a higher percentage of those passes finding their targets (typical Messi!). His 3,800-plus completed forward passes are nearly twice as many as any forward in our data set (Francesco Totti for FC Roma has 2,200, followed by Wayne Rooney, the English striker, with 1,800 and Ronaldo with 1,500).
One measure of the quality of a group of passes is how many are completed successfully, but it also matters what happens when those passes get where they’re going. It doesn’t help if a player passes 60 yards to someone swarmed with defenders. So a useful metric (made possible by play-by-play data) is the percentage of a player’s passes that lead to “successful” plays on the other end — meaning the receiving player manages to get off a shot, or passes the ball to someone else, and so on.
As it turns out, not only does Messi pass the ball forward aggressively, he does so accurately, and the balls he delivers are “successful” a very high percentage of the time.
For example, let’s look at Messi’s long ball forward passes from the midfield area. I’ve created a scatter comparing each player’s completion percentage for these passes to the percentage of them that are “successful,” and I’ve shown the volume of long pass attempts for each player as bubble sizes:
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Messi is among the most accurate passers for both metrics, and no one with as many attempts is more accurate.11 There are players who complete a higher percentage of these passes and/or are more “successful” with them, but they’re typically being more selective in their attempts. For example, Ronaldo’s “success” rate of 60 percent beats Messi’s 54 percent (with a slightly lower completion percentage), but Ronaldo has only 35 successful long ball passes to Messi’s 81.
Given that, it’s no surprise that Messi excels at the through-ball, the delicate and gorgeous play that requires perfect circumstances and perfect timing to be successful. Messi attempts almost twice as many of these passes as any other forward, and still manages to beat the trend.
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And then there’s the bread and butter of aggressive passing: moving it toward the goal on the opponent’s side of the field. In attacking territory, no one attacks as often as Messi does, and no one has more success doing so.
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These passes are where most assists come from, and indeed, Messi has the most assists per game from these kinds of passes of any forward, by a large margin. And again, despite making twice as many attempts as most people, he beats expectations.

TOUCH BY TOUCH

By this point, it should be evident that Messi has at least a little bit of skill. But there’s still heavy lifting to do: We have to show that he actually makes his team better.
First, to ensure that we’re celebrating the greatness of Messi and not the greatness of Barcelona, we need to make sense of Messi on Barcelona. The easiest way to do that is to evaluate Barcelona without Messi, also known as the Spanish national team.
The contrast between Spain in 2010 and Spain in 2014 seems huge: The 2010 team won the World Cup, and the 2014 team was tied for first in the tournament to be mathematically eliminated. But lost in this narrative is that the 2010 championship team wasn’t all that great, at least on offense. That World Cup team scored fewer goals per game than this year’s: only eight goals in seven games in 2010, while this year’s group-stage dropouts scored four goals in three. (That’s 1.2 goals per game overall.) For comparison, in the 2010-11 UEFA Champions League (the highest level of competition for European club soccer), Barcelona scored 30 goals in 13 games. In 47 UEFA matches since 2010, Barcelona has scored 104 goals, or 1.08 goals per game more than a Spanish team comprised of a similar offensive core and using the same “tiki-taka” playing style, minus Lionel Messi.
Perhaps that’s an unfair comparison to make — but it’s consistent with the theory that Barcelona’s “play keep away until lightning strikes” offense really only works when it has Messi as its striker.
Between Messi’s shots taken and chances created, he is responsible for about 48 percent of Barcelona’s regular (non-penalty, non-set play) shot attempts. Yet he and the players he assists score about 60 percent of Barca’s goals.
In fact, the more involved Messi is in a shot attempt, the more likely his team is to score. He has scored on 22.1 percent of his regular (non-set, non-penalty, non-shootout) shots for Barca himself. The people to whom he’s dished assists and chances have scored on 18.1 percent of their shots. Meanwhile, Barcelona shots that didn’t come from Messi’s foot12 or Messi’s passing scored just 12.5 percent of the time.
Even though Barcelona is one of the best teams in the world, there’s a huge difference between when Messi is involved in creating shots and chances and when he isn’t. Here are the equivalent differences for all players since 2010 with more than 100 games played and four or more shots or assist chances per game:
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Of course, these are raw shooting percentages and don’t account for the types of shots each player is taking or assisting, or the number of attempts. It’s generally harder to stay valuable over a larger number of shots, and we haven’t yet factored in that difficulty.
For that, we turn back to the goals above average model, which compares each shot or chance outcome with its expectation. From this, we can tell whether a player has exceeded expectations for all of his shot attempts and chances created. Then we can do the same for all shots taken by his team without the player’s involvement, and compare the two. For example, if the player scored .02 goals above expectation per shot attempt, and the rest of his team scored -.01 goals less than expectation, that player’s value-added would be +.03 goals per shot (the value above replacement for that player on that team). Now let’s plot that added value against each player’s13 total offensive participation (the percentage of team shots he’s involved with):
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Finally, after however many charts, we see a diminishing return. At least for everyone not named Lionel Messi. He once again tops the field, impervious to the burden.
But that’s just what happens once the shots are lined up. If we want to explore a player’s efficiency, we have to look into his touches more deeply. For this purpose, I created a stat called “possessions used.” It’s a little bit analogous to usage rate in basketball, and incorporates the number of touches in which a player:
  • Takes a shot;
  • Passes the ball to a player who takes a shot;
  • Turns the ball over;
  • Tries to pass the ball and fails;
  • Tries to take on a defender and fails.
In other words, it’s a stat meant to reflect anything that ends a team’s possession, whether that outcome is positive or negative. Events that simply prolong the possession (taking on a defender and succeeding, or passing the ball to another teammate who does not take a shot) aren’t factored in.
Obviously passing the ball is an important skill (which I covered a bit above), but for this metric I just want to know about the relative likelihood of good outcomes (goals, assists) to bad ones (misses, turnovers, etc.) when the player does something possession-ending.14 Looking at players who “use” more than 15 possessions per game, we can plot possessions used against scoring and assists like so:
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Cutting out all the passing that doesn’t end in a shot, Messi generates the most points per touch of any player with a similar usage rate. But there are a couple of other important things to notice in this graph: Despite not taking as many shots, Messi uses more possessions per game than Ronaldo does. This is generally because Messi is much more likely to take on defenders, and thus is much more likely to lose possession of the ball or turn it over entirely. (He is also relatively more likely to set up a potential assist.)
Importantly, turnovers in soccer aren’t as big of a deal as they are in basketball or American football. Shots, even bad ones, are more of a limited resource in soccer than possessions. Risking a turnover to increase your chances of scoring a goal even by a small amount can be worth it.
Finally, Messi’s defense is consistent with that of a high-volume striker.15That he’s practically munchkin-sized (he’s only 1.69 met — ahem, excuse me — 5’ 7” tall) seems not to matter.
To look at Messi’s defensive skill, I combined successful tackles,16interceptions and blocked shots, then adjusted for number of opponent possessions (as I did with offense above).
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There are a few lines where Messi’s stats are considerably worse than his peers’ (meaning Ronaldo’s): He doesn’t get a lot of clearances — although this is partly style, as Messi is more willing to pass out of defensive territory (or even take on defenders). And he doesn’t go for (or succeed at) a lot of aerials (50-50 balls in the air). While I haven’t studied this aspect of his game in depth, soccer experts in the FiveThirtyEight office theorize that it has something to do with his stature.

CONCLUSION

How should Argentina fans feel about all this, given the disappointment they’ve experienced in World Cups past and the hopes they’ve pinned on Messi this year? So far in the 2014 tournament, Messi has been erasing whatever gap there was between his Barcelona stats and his Argentina stats, with style. And that gap was never really as big as it appeared.
Since the 2010 World Cup, Messi has scored 19 goals and six assists for Argentina in 22 games (.9 goals per game and .3 assists per game, compared to 1.1 and .4 for Barca). For shooting/assisting efficiency, he has scored .199 GAA per game for Argentina versus .262 for Barca. He also has better defensive stats for Argentina, so even if there are persistent differences, it’s quite possible it has to do with style and Messi’s role on each team rather than the quality of his play.
And 22 games is a tiny sample. Even so, these stats are perfectly consistent with the argument that Messi is the best footballer on earth: That .199 GAA is better than the .175 GAA per game that Ronaldo has earned at Real Madrid since 2010. This is what that .199 GAA looks like:
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In other words, if Barca-Messi and Argentina-Messi were two different people, even based solely on the stats recorded since 2010, there’s a good chance they’d be the two best players in the world.
One of them is playing on Tuesday.
CORRECTION (July 1, 12:32 p.m.): The axes in an earlier version of the chart on through-balls above misstated what they measured. The chart shows attempted through-balls and through-ball assists, not attempted and successful assists.
CORRECTION (July 1, 1:06 p.m.): This article originally misstated that Cristiano Ronaldo had 289 goals since the 2010 World Cup. He had 230 goals, and 59 assists in that time, for 289 combined goals and assists.
CORRECTION (July 7, 7:29 a.m.): An earlier version of this article also incorrectly said that Ronaldo had 41 successful long ball passes when in fact he had 35.